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Mercado agrícola trabalha com oscilações
Marcado por idas e vindas, o mercado de soja registrou baixa no
mês de julho, passando de R$ 49 para R$ 44. Entretanto, na
última semana mostrou reação devido às notícias de os Estados
Unidos terem superado as exportações do mês de junho. A China
também influenciou, pois importou quantidades superiores ao
mesmo período.
Hoje, outro fator que influenciará o mercado da commoditie é a
divulgação do relatório mensal do Departamento de Agricultura
dos Estados Unidos - Usda, apontando os estoques finais e a
previsão de colheita da próxima safra da oleaginosa. Segundo o
analista de comercialização da Coopermota, José Ignácio Dias, as
informações nortearão o mercado.
“Algumas consultorias estão divulgando produção maior. Ontem,
inclusive, a Bolsa de Chicago teve boa alta, de quase 3%. Isto
pode ter sido influência do relatório”, destaca. Dias destaca,
ainda, que os estoques de soja em nossa região são baixos,
devendo o grão a partir de setembro ter maior demanda pelas
indústrias, mantendo o mercado firme.
Já o milho vem registrando queda de preço no mercado de
exportação, atingindo hoje valor de aproximadamente R$ 14 para o
produtor. Outros fatores que estão interferindo na formação de
preço do cereal são a boa colheita nos estados do centro-oeste e
o grande estoque de passagem da safra 2008.
Crise
Soma-se a estes a crise que o setor consumidor enfrentou nos
últimos meses, onde muitos deixaram suas atividades e outros
passam por recuperação judicial. “Isso fez com que os preços do
milho recuassem de R$ 21 em dezembro de 2008 para
aproximadamente R$ 16, atualmente”, aponta o analista.
Dias reforça que é preocupante, também, o valor que têm sido
comercializados o frango e suíno, registrando quedas acentuadas.
“Acredito que até setembro, quando a colheita ainda estará sendo
realizada, os preços não deverão ter reação devido ao aumento de
ofertas neste período. Comenta-se que a área de milho a ser
plantada na próxima safra deverá ser menor, o que poderá trazer
algumas reações em valores”, comentou.
Para o trigo o mercado tem se mostrado totalmente retraído, sem
interesse de compradores, mesmo com a proximidade da colheita.
Assim, argumenta o analista, a solução será o governo intervir
no mercado com garantia de preço mínimo, por meio de AGF ou
contratos de opções, como praticou na safra 2008. (Colaborou
Assessoria de Imprensa)
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