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Apeoesp é contrário a 14º salário para professores
Membros da subsede regional Apeoesp (Sindicato dos Professores
do Ensino Oficial do Estado de São Paulo), de Assis, se
manifestam contrários ao projeto de lei que acabou de ser
aprovado pela Comissão de Educação do Senado, e que se aprovada
pelos deputados dará aos professores, que se encaixarem no
perfil dos requisitos exigidos, o direito a receber o 14º
salário, ou seja, por mérito. Na opinião do coordenador da
diretoria executiva da subsede, Nilson Silva, propostas como
essas não favorecem a categoria, pelo contrário, apenas exigem
metas sem oferecer para o professor um salário digno.
“A Apeoesp é totalmente contrária a medidas que beneficiem
apenas poucos professores que conseguem atingir as metas
estabelecidas e por isso acaba não incentivando realmente a
categoria. O que nós queremos é um aumento real para todos os
professores e medidas que beneficiem também os professores
aposentados e não somente os que estão na ativa, pois o que já
trabalho já deu também sua contribuição e, por isso, merece
também ser valorizado. Além disso, eles estabelecem metas que
poucos acabam conseguindo e não beneficiam todos os que
realmente contribuem para com o aprendizado dos alunos”, disse
Nilson.
Ele ainda destaca que há 15 anos a categoria luta por um aumento
real. Atualmente, os professores reivindicam 27,5% de aumento. A
proposta ainda seguirá para análise da Comissão de Assuntos
Econômicos, e depois para a Comissão de Assuntos Sociais. Se for
aprovada nas duas próximas comissões, será enviada para a
análise da Câmara dos Deputados.
De acordo com o projeto, para ter direito ao 14º salário em
dezembro, os profissionais da educação básica pública precisam
elevar o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica de sua
escola em pelo menos 50%.
O benefício também será pago aos profissionais que alcançarem o
Ideb igual ou superior a sete. O projeto ainda estabelece que o
pagamento do 14º salário deverá ocorrer até o final do semestre
subsequente ao da publicação dos resultados do Ideb.
Na discussão do projeto, Cristovam explicou que a medida não
cria competição entre os professores, pois serão beneficiados
todos os docentes da escola que cumprir a exigência de elevação
do Ideb.
“O que vai ocorrer é uma cobrança de uns professores sobre os
outros” disse, citando como exemplo a pressão que deverá ocorrer
sobre professores que faltam muito e que, com esse
comportamento, poderão prejudicar os demais.
Adiamento do Saresp
Ainda na opinião de Nilson o adiamento do Saresp foi prejudicial
tanto aos alunos quanto aos professores. “Enquanto os
professores tiveram que preparar os alunos, os mesmos que
estudaram para a avaliação, que acabou sendo transferida e
prejudicando a todos. Isso, para mim, foi um desrespeito total
para com a educação”, falou.
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