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Unimed alerta sobre licença-maternidade
O equilíbrio entre a vida pessoal e a vida profissional não é
uma tarefa fácil para a maioria dos trabalhadores. Mais difícil
ainda é para as mulheres, que principalmente após se tornarem
mães, precisam se dedicar mais à família, sem esquecer e dar
importância ao trabalho. Exigidas da mesma forma como os homens
são exigidos no ambiente profissional, elas se vêem em uma
situação difícil quando engravidam. A licença-maternidade é uma
dessas etapas em que a mulher precisa esquecer um pouco sua vida
profissional e dispensar sua atenção em tempo integral ao bebê.
Regulamentada e obrigatória desde a Constituição Federal de
1988, a licença-maternidade de 120 dias é um benefício
previdenciário que é custeado pelas contribuições patronais
calculadas sobre a folha de pagamento, ou seja, não tem
desvantagens para a empresa contratante e diminui o preconceito
que a própria mulher enfrenta na hora da contratação. Uma lei
aprovada e sancionada pelo presidente da república, dia nove de
setembro deste ano, visa ampliar esse benefício para seis meses.
A concessão pela empresa dos dois meses a mais de
licença-maternidade é opcional. O governo se compromete a dar um
incentivo fiscal àquelas que prorrogarem o benefício. As
empresas que pagarem os benefícios à funcionária pelo período
extra poderão, em troca, deduzir o valor no imposto de renda
devido a partir de 2010. Porém, o presidente Lula vetou o
incentivo fiscal a pequenas e médias empresas. Estas poderão
conceder o benefício por iniciativa própria, sem nenhuma
contrapartida do governo.
O vice-presidente da Sociedade Brasileira de Pediatria, Eduardo
Vaz, ressalta os benefícios da mãe se dedicar integralmente ao
bebê durante seus primeiros seis meses de vida: “A diferença é
que essa criança terá maior capacidade de aprender. O carinho e
os cuidados proporcionam um desenvolvimento melhor para o
cérebro do bebê, que tem uma ligação muito grande com a mãe”.
Além do afeto, da atenção e da própria presença da mãe, a
amamentação foi um dos principais fatores motivadores do projeto
da ampliação da licença-maternidade, pois a Organização Mundial
da Saúde e o próprio Ministério da Saúde incentivam que o leite
materno deve ser o único alimento da criança durantes os
primeiros seis meses de vida da criança.
“A ampliação do benefício é uma medida muito importante porque
vários indicadores mostram que o aleitamento exclusivo ao seio
até os seis meses de idade traz muitos benefícios para a saúde
do bebê e da mãe”, comenta o ministro da Saúde, José Gomes
Temporão. (Fontes: Sociedade Brasileira de Pediatria,
Ministério da Saúde e Febrasgo)
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