|
Em dois anos cartório de CM teve apenas uma procura por
sub-registro
Devido a uma ampla campanha realizada em diversas mídias, o
número de pessoas sem registro que procuram os cartórios para
se registrarem, já com idade avançada, diminuiu bastante. Em
todo país em 10 anos, segundo registro IBGE - Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatísticas, o número de brasileiros
sem registros caiu pela metade. Segundo a oficial do cartório de
registro civil, Letícia da Silva Ozawa, em Cândido Mota, apenas
um pessoa em dois anos procurou o local para requerer o
sub-registro.
“As pessoas atualmente estão bem conscientes de que é
necessário registrar a criança assim que nasce. Essa já é uma
cultura da nossa região, os maiores problemas com a falta de
registros são de outros estados. Aqui no cartório de Cândido
Mota, faz dois anos que estou aqui e nesse período apenas uma
pessoa nos procurou para adquirir o sub registro. Era uma pessoa
que havia nascido no nordeste e que estava precisando da
documentação para conseguir se aposentar. Isso significa que ela
viveu por muito tempo sem essa documentação extremamente
necessária para todos os brasileiros”, disse Letícia.
Ela ainda ressaltou que a primeira via da certidão é gratuita e
é direito de todos os cidadãos.
Números nacionais
Os dados, relativos ao ano de 2008, mostram que o percentual de
sub-registro de nascimento - taxa de nascidos que não foram
registrados no próprio ano ou até o fim do primeiro trimestre do
ano subsequente - variou de 27,1%, em 1998, para 8,9%, no ano
retrasado.
De acordo com o Instituto, alguns motivos para a queda estão
relacionados com a criação de campanhas nacionais para o
registro civil - como a que ocorreu em 2004 - a instalação de
postos dos cartórios nas maternidades, a instituição, em 2007,
do compromisso nacional pela erradicação do sub-registro de
nascimento e a ampliação do acesso à documentação civil básica,
entre outros.
Em 2008, foram realizados 3.085.452 registros de nascimentos,
dos quais 2.789.820 ocorreram no mesmo ano, e 295.632 foram de
registros extemporâneos (a partir do ano seguinte ao de
nascimento da criança). Estima-se que 248 mil crianças deixaram
de ser registradas em 2008, o correspondente a 8,9% dos
nascimentos naquele ano.
Os registros extemporâneos representaram 9,6% do total, sendo
que São Paulo (1,8%), Paraná (2,3%) e Santa Catarina (2,4%)
foram as Unidades da Federação com as menores proporções desse
tipo de registro, enquanto os maiores porcentuais foram
observados no Amazonas (36,5%), Pará (32,6%) e Maranhão (26,3%).
Em 1998, o porcentual de registros extemporâneos era de 35,3%.
Em números absolutos, o país reduziu os registros extemporâneos
de 1.486.147, em 1998, para 295.632, em 2008.
|