Funcionários da Casa São Rafael participam de ‘capacitação’


 

A Prefeitura de Cândido Mota realizou no ultimo dia 10, curso de capacitação com os funcionários do Instituto de Acolhimento à Criança e ao Adolescente São Rafael, de Cândido Mota, a ‘Casa São Rafael’. Conforme determinação judicial, o município de Cândido Mota implantou a Instituição de Acolhimento, com capacidade de atendimento para 10 crianças e adolescentes de ambos os sexos, e idade, de 0 a 18 anos. Todas as despesas da casa são custeadas pelo município, desde o aluguel da sede, pagamento de funcionários, recursos materiais necessários para atendimento de crianças e adolescentes em situação de risco e abandono do município.

A equipe técnica da instituição é formada por uma coordenadora-pedagoga, uma assistente social e uma psicóloga. Recentemente, a prefeitura realizou concurso público para contratação de seis monitores/cuidadores e dois auxiliares de serviços gerais, para trabalhar na instituição, localizada na rua Joaquim Galvão de França, 261.

Participaram da abertura da capacitação, a vice-prefeita Inês Pimentel (PV), o presidente da Câmara de Vereadores David Aparecido de Oliveira (PHS), os secretários municipais Thaiza Maroubo de Brito dos Santos (Assistência Social), Amanda Mailio Santana (Saúde e Higiene), Adilson Magrinelli (Fazenda), César Arruda (Esporte e Turismo) e José Eduardo Corrêa da Silva (Negócios Jurídicos), representantes do Centro Vocacional ‘Frei Paulino’, do Cras - Centro de Referência da Assistência Social , Ica - Instituto da Criança e do Adolescente, CMDCA - Conselho Municipal do Direito da Criança e do Adolescente e Conselho Tutelar de Cândido Mota.

Na abertura, a coordenadora Vilma Chagas dos Santos Pagnan, falou do funcionamento da Casa de Acolhimento. “Cândido Mota  possui uma equipe completa e isso faz a diferença. Além disso, nunca tivemos tantas pessoas engajadas nas causas das crianças e adolescentes e digo isso com certeza, já que estou há quase 20 anos trabalhando nessa área”, declarou a coordenadora.

Dignidade

Em seguida, falou a vice-prefeita Inês Pimentel representando o prefeito Roberto Bueno. “Em primeiro lugar quero destacar que a Casa de Acolhimento é uma extensão da Casa da Criança e não só um espaço para acolher, já que é um local onde receberão carinho e atenção. A Vilma é uma pessoa super capacitada para o trabalho, pela experiência que tem, e com certeza isso foi observado pelo prefeito Roberto Bueno, que trabalhou para que a casa não fosse traumática e sim um local em condições plenas de acolher com conforto, dignidade e com muita atenção e dedicação por toda a equipe de trabalho”, disse Inês Pimentel.

A secretária Thaiza Maroubo, por sua vez, fez um relato mostrando que para a implantação da instituição, ‘foi necessário muito estudo’. “Tínhamos que arrumar um local para as instalações, contratação dos profissionais, aquisição de todos os equipamentos para o funcionamento da casa. Realizamos várias reuniões e vsitamos instituições de acolhimento de criança e adolescente da região, inclusive onde temos crianças e adolescentes em outros municípios. Visitamos seus familiares e mantivemos contato direto com o judiciário, já que as crianças e adolescentes são encaminhadas à casa, via determinação judicial. A equipe elaborou o Regimento Interno, que foi aprovado pelo CMDCA e CMAS”, relatou Thaiza Maroubo, que explicou também que o objetivo maior da Casa São Rafael é a ‘reintegração familiar’.

O conselheiro tutelar Lúcio de Genova Ramos disse que ‘todo o abrigamento deixa o conselheiro um tanto quanto constrangido, pois dá sempre a impressão de impotência’. “Parece que não realizamos o suficiente para evitar o abrigamento de, por exemplo, os oito casos na região, no momento. Colocamos o Conselho Tutelar à disposição da Casa de Acolhimento e que contem com o nosso trabalho”, disse.

Em seguida, o promotor de Justiça Rogério Pinheiro Pagani falou sobre a nova Lei de Adoção, a Lei nº 12.010 de 2009 e destacou as obrigações da Casa de Acolhimento, seguindo as orientações do Estatuto da Criança e do Adolescente, a Lei nº 8.069 de 1990.

No período da tarde, a capacitação foi direcionada aos funcionários da instituição. Abrindo os trabalhos, a psicóloga e advogada Silvana Benildes Correia Leite, especialista em violência doméstica e saúde pública, orientou sobre as dinâmicas das instituições de acolhimentos. Ela abordou a dinâmica de grupo e violência doméstica. Terminando a capacitação, o psicólogo José Roberto Santos, mestre em psicologia social e orientador técnico de medidas sócio-educativas da instituição ‘Nosso Lar’, falou sobre o tema ‘O Adolescente Hoje’.