Missa na matriz lembra 17 anos da morte de irmã Dulce

Nesta sexta-feira, dia em que completa 17 anos da morte de irmã Dulce Lopes Pontes, a paróquia Nossa Senhora das Dores de Cândido Mota celebra missa especial pela alma da religiosa, às 19h, na igreja matriz. Ela, que está prestes a ser beatificada pela igreja - o seu processo está em fase final de avaliação pelo Vaticano, é tida como grande exemplo de humildade e dedicação às pessoas, principalmente as mais carentes.

Irmã Dulce, que ao nascer recebeu o nome de Maria Rita de Souza Brito Lopes Pontes, era filha do dentista Augusto Lopes Pontes e de Dulce Maria de Souza Brito Lopes Pontes. Aos 13 anos, depois de visitar áreas carentes, acompanhada por uma tia, ela começou a manifestar o desejo de se dedicar à vida religiosa. Com o consentimento da família e o apoio da irmã Dulcinha, foi transformando a casa da família num centro de atendimento a pessoas necessitadas.

Em 8 de fevereiro de 1933, logo após se formar professora, Maria Rita entrou para a Congregação das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição da Mãe de Deus, na cidade de São Cristóvão, em Sergipe. Em 15 de agosto de 1934, aos 20 anos de idade, foi ordenada freira, recebendo o nome de Irmã Dulce, em homenagem à sua mãe.

Sua primeira missão como freira foi ensinar em um colégio mantido pela sua congregação, na Cidade Baixa, em Salvador, região onde também dava assistência às comunidades pobres e onde viria a concentrar as principais atividades das Obras Sociais Irmã Dulce. Em 1936, ela fundou a União Operária São Francisco. No ano seguinte, junto com Frei Hildebrando Kruthaup, abriu o Círculo Operário da Bahia, mantido com a arrecadação de três cinemas que ambos haviam construído através de doações. Em maio de 1939, irmã Dulce inaugurou o Colégio Santo Antônio, voltado para os operários e seus filhos.

No mesmo ano, por necessidade, Irmã Dulce invadiu cinco casas na Ilha dos Ratos, para abrigar doentes que recolhia nas ruas. Mas foi expulsa do lugar e teve que peregrinar durante uma década, instalando os doentes em vários lugares, até transformar em albergue o galinheiro do Convento Santo Antônio, que mais tarde deu origem ao Hospital Santo Antônio, centro de um complexo médico, social e educacional que continua atendendo aos pobres.

Considerada um ‘Anjo bom’ pelo povo baiano, recebeu também o apoio de pessoas de outros estados brasileiros e de personalidades internacionais. Mesmo com a saúde frágil, ela construiu e manteve uma das maiores e mais respeitadas instituições filantrópicas do país. Em 1988, irmã Dulce foi indicada pelo então presidente José Sarney, com o apoio da rainha Silvia da Suécia, para o Prêmio Nobel da Paz. Oito anos antes, no dia 7 de julho de 1980, Irmã Dulce ouviu do Papa João Paulo 2º, na sua primeira visita ao país, o incentivo para prosseguir com a sua obra.

Os dois voltariam a se encontrar em 20 de outubro de 1991, na segunda visita do papa ao Brasil, quando João Paulo 2º fez questão de ir ao Convento Santo Antônio visitar irmã Dulce, já bastante enferma. Cinco meses depois, no dia 13 de março de 1992, irmã Dulce morreu, pouco antes de completar 78 anos. No ano 2000 foi distinguida pelo papa João Paulo 2º com o título de ‘Serva de Deus’. O processo de beatificação de irmã Dulce está tramitando na Congregação das Causas dos Santos do Vaticano.

Oração à irmã Dulce

Senhor Nosso Deus

Recordando a vossa Serva Dulce Lopes Pontes,

Ardente de amor por vós e pelos irmãos,

Nós vos agradecemos pelo seu serviço a favor dos pobres e dos excluídos.

Renovai-nos na fé e na caridade,

E concedei-nos a seu exemplo vivermos a comunhão

Com simplicidade e humildade,

Guiados pela doçura do Espírito de Cristo.

Bendito nos séculos dos séculos. Amém