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Dia do Policial Feminino é lembrado pelo comando do 32º Batalhão
da PM de Assis
O comandante do 32º Batalhão de Polícia Militar do Interior,
sediado em Assis, tenente-coronel Álvaro Dias da Cunha, enviou
nota à imprensa lembrando que neste dia 12 de maio é comemorado
o “Dia do Policial Feminino”. A data foi criada há exatos 54
anos e simboliza para os militares o resultado do reconhecimento
da importância da mulher dentro da instituição, bem como o
início de uma história de mais de meio século em que o policial
do sexo feminino vem contribuindo para a Polícia Militar do
Estado de São Paulo.
Em 12 de maio de 1955, sob o decreto nº 24.548, instituiu-se, na
Guarda Civil de São Paulo, o corpo de Policiamento Especial
Feminino e, na mesma data, a Dra. Hilda Macedo tornou-se a
primeira comandante do Policiamento Especial Feminino.
Estava criada, assim, a primeira Polícia Feminina do Brasil,
pioneira também na América Latina, sendo-lhe atribuídas as
missões que melhor se ajustavam ao trabalho feminino conforme as
necessidades sociais da época: a proteção de mulheres e jovens.
Naqueles primeiros anos, os Policiais Femininos agiam no campo
da prevenção e como força de apoio a outros órgãos, como o setor
de menores e mulheres, nas Estações de Trem de Sorocabana e Luz,
e também no aeroporto de Congonhas, fiscalizando o embarque e o
desembarque de passageiros. A filosofia da fundadora era de que
os Policiais Femininos não fariam patrulhamento e não usariam
armas.
A partir de janeiro de 1959, além de ter suas funções ampliadas,
atribuindo encargos de investigação, foi estabelecido também a
carreira de Policial Feminina, criando o cargo de chefia. Em
abril de 1970, houve a unificação da Guarda Civil e Força
Pública, criando assim a Polícia Militar do Estado de São Paulo,
da qual os Policiais Femininos passaram a fazer parte.
Em 09 de dezembro de 1970, publicou-se a lei que dispunha sobre
a criação do cargo de coronel. Comandaram a Polícia Feminina
oito Coronéis: Hilda Macedo, Jannette Ribeiro Fiúza, Denisa
Della Nina, Sylvia Binelli, Dyarsi Teixeira Ferraz, Vera Maria
Fávaro, Hilda Magro e Vitória Brasília de Souza Lima.
Evolução
Nestes 54 anos de existência as missões foram ampliadas e os
Policiais Femininos passaram a atuar além do policiamento
ostensivo, em outras atividades especializadas como: trânsito,
bombeiro, choque, policiamento rodoviário, ambiental,
policiamento com apoio de motocicleta ou bicicletas e
policiamento escolar; continuando presentes nos serviços
administrativos.
Desde 1º de janeiro de 2000 não há mais batalhões exclusivamente
femininos, nem missões especiais: estão integradas
operacionalmente em todas as atividades da Polícia Militar. Em
2001, a 1º de fevereiro, o Governador Geraldo Alckmin, criou, no
âmbito institucional, o dia do “Policial Militar Feminino” com o
intuito de não se perder um fato significativo na História do
Brasil e na bela trajetória da Polícia no Estado de São Paulo.
A nota é encerrada com a seguinte mensagem do tenente-coronel
Álvaro Dias da Cunha: “Elas são policiais, mães e dignas
trabalhadoras que servem com amor e bravura a sociedade há 54
anos, sem nunca deixar de ser mulher. Parabéns às Policiais
Militares pelo seu dia!”
Mulheres em CM
Atualmente na sede da 3ª Companhia de Polícia Militar de Cândido
Mota atuam duas mulheres. O soldado feminino PM Elisângela Souza
iniciou sua carreira em Santo Amaro, na capital paulista, onde
se formou. Por ter familiares em Assis, ela solicitou
transferência para uma unidade do 32º BPM/I e, desde janeiro de
2009, está no serviço administrativo em Cândido Mota.
Com certa timidez para ser fotografada, Elisângela, ou soldado
feminino Souza, como é chamada, abre o sorriso para falar sobre
a sua profissão, demonstrando orgulho de desempenhar a função.
Ela diz que não tem outros policiais militares na família que a
influenciaram a escolher a carreira. “Foi por amor à causa
pública. Sempre quis ser policial militar”, confirmou.
Outra mulher que trabalha na PM em Cândido Mota é Adriana Luiza
da Silva. O soldado feminino presta serviços na Central de
Operações da Polícia Militar (COPOM), atendendo as chamadas do
190 e encaminhando as viaturas aos locais das ocorrências quando
há necessidade. Ambas participariam na tarde de ontem, em Assis,
de uma homenagem a todas as policiais femininas da região.
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