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Polícia Civil inicia greve hoje
A Polícia Civil, confirmou para hoje a partir das 8h o início de
uma greve por tempo indeterminado no Estado de São Paulo. Entre
os vários motivos da paralisação estão as reivindicações de
aumento salarial, valorização das carreiras, aposentadoria
especial e reestruturação da Polícia Civil.
A classe alega não agüentar mais a problemática existente,
dizendo que o governo não atende seus pedidos, não respeita os
policiais e não os trata com dignidade. Eles mencionam que a
greve é legal e está amparada pela Lei 7783/89, e além disso,
para auxiliá-los durante este período, foi criada uma cartilha
que define quais serviços devem ser executados nas delegacias.
Serão atendidos os casos de prisão em flagrante e os casos mais
graves. Já a Ciretran emitirá 30% dos documentos, assim como o
setor de identificação (confecção de identidades). E os
inquéritos policiais com réus presos terão prosseguimento
normal.
O marco do início da campanha de recuperação da carreira da
Polícia Civil, ocorreu durante a missa celebrada na Catedral da
Sé, no dia 20 de julho, presidida por dom Odilo Scherer, em
comemoração aos 200 anos da Polícia Civil no Brasil.
Conforme os responsáveis pela paralisação não existem reajustes
significativos para os policiais há 13 anos e a defasagem chega
a 200%.
A equiparação com outros estados também estaria longe de
acontecer. Enquanto em São Paulo um delegado em início de
carreira ganha R$ 4mil, em Brasilia chega a R$ 10 mil e em Mato
Grosso R$ 8 mil. Os investigadores recebem R$ 1.200 no início da
carreira.
Apelo
Em comunicado de esclarecimento à população os organizadores do
manifesto fazem os seguintes questionamentos: “A quem interessa
uma Polícia ineficiente? A quem interessa uma Polícia
desmotivada? A quem interessa uma Polícia desmoralizada? Nossa
luta é pela sociedade. Nossa luta também é por você”.
Por fim um policial civil que pediu sigilo de seu nome, informou
que a Polícia precisa ter condições para melhor atender a
população, e todos os caminhos de acordo foram tentados. “A
greve foi a nossa única alternativa”, concluiu. (Colaborou
Tamara Mecina / Estagiária de Jornalismo)
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