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Novo Enem promete mudar diretrizes de ensino no país
O Exame Nacional do Ensino Médio foi reformulado e passou a ser
aceito como um dos principais instrumentos de seleção para as
universidades federais. A aposta é que o Novo Enem sinalize para
uma renovação do ensino secundário, ao mesmo tempo em que propõe
uma abordagem mais interdisciplinar, calcada no raciocínio, na
busca de soluções e na realidade.
Isso significa, na percepção de alguns educadores, que a
metodologia apresentada pelo novo exame permitirá avaliar melhor
o desempenho do aluno. Assim, ao invés de medir a quantidade de
informações que o estudante consegue decorar, a avaliação
privilegia sua capacidade de raciocínio e habilidades para a
resolução de problemas.
Na visão de Mariza Galbez, coordenadora do curso Preparatório
para o Enem, da Microlins, a intenção do MEC é impulsionar uma
alteração na grade do ensino médio, de modo que todas as
disciplinas estejam interligadas e a teoria mais vinculada à
prática. “Para o aluno esse tipo de avaliação dá mais
oportunidade, pois ele pode valer-se de sua capacidade de
raciocínio para resolver questões que anteriormente exigiriam um
vasto conteúdo decorado”, explica.
Vestibular
Outro aspecto positivo salientado pela coordenadora é o fato de
a nota do Novo Enem ser considerada pela maioria das
universidades federais, seja substituindo total ou parcialmente
o vestibular, seja utilizando-a como um percentual na composição
da nota final. O exame substituirá, ainda, a prova do Encceja
(Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e
Adultos), que avalia as competências básicas daqueles que não
tiveram oportunidade de acesso à escolaridade regular na idade
apropriada.
Para Galbez, a tendência é que o Enem, cada vez mais, substitua
os processos de seleção tradicionais. “Muito do conteúdo
decorado para o vestibular não será de utilidade na profissão
escolhida ou, mesmo que seja relacionado, o aluno tem
dificuldade de utilizá-lo na prática. Essa visão de aprendizagem
que o Novo Enem sugere está mais próxima da realidade e é também
mais democrática”, analisa.
O Novo Exame Nacional do Ensino Médio será aplicado nos dias 3 e
4 de outubro em 1.619 municípios brasileiros. A avaliação é
concebida a partir das orientações curriculares previstas para o
ensino médio, que estão estruturadas em quatro áreas: Ciências
Humanas e suas Tecnologias; Ciências da Natureza e suas
Tecnologias; Matemática e suas Tecnologias; Linguagens, Códigos
e suas Tecnologias. Dessa forma, o exame será constituído por 45
questões de múltipla escolha de cada área, totalizando 180
questões, além de uma proposta de redação.
‘Preparatório’
Com a substituição progressiva dos vestibulares pelo Enem,
muitos cursinhos pré-vestibulares estão correndo contra o tempo
para adaptar seus cursos. Para os docentes, que há anos
trabalham dentro do conceito tradicional, a adequação não deverá
ser fácil. Com uma visão futurista, a Microlins, maior empresa
de cursos profissionalizantes do país, desenvolveu um curso que
ensina ao aluno como aplicar os conhecimentos adquiridos na
resolução das questões da prova.
No curso Preparatório para o Enem o aluno desenvolve suas
habilidades para interpretar e inter-relacionar disciplinas na
busca de soluções e propostas. Vale ressaltar que os
conhecimentos adquiridos serão úteis não apenas para a
realização do exame, mas também para toda a vida, aguçando no
aluno a capacidade de analisar as situações por meio de uma nova
perspectiva.
O foco do curso é ajudar os estudantes do ensino médio, ou
concluintes, a desenvolver o raciocínio para obter bons
resultados nos processos de seleção. Com o curso, o estudante
terá chances de ingressar na instituição de ensino superior de
sua escolha, seja pública ou privada. Os alunos da rede pública,
com um bom desempenho no exame, podem, ainda, candidatar-se a
uma vaga na universidade pelo Prouni (Programa Universidade para
todos), desde que preenchidas as condições socioeconômicas.
(Colaborou Assessoria de Imprensa)
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