A Organização das
Cooperativas do Estado de São Paulo - Ocesp - e o
Banco do Brasil firmaram parceria para garantir a
liberação de recursos para o financiamento da safra
2008/2009. A medida visa o desenvolvimento de um
programa de disseminação e aplicação de crédito
rural. Assim, busca-se ainda garantia de preço dos
produtos agropecuários, além de treinamentos de
gerentes do banco e das cooperativas.
A assinatura do termo
de parceria reuniu o vice-presidente de agronegócios
do Banco do Brasil, Luis Carlos Guedes Pinto, o
vice-presidente da Ocesp, Maurício Miarelli, além de
superintendentes e gerentes do banco e presidentes
de cooperativas paulistas do ramo agropecuário.
Representando a Coopermota esteve presente seu
vice-presidente, Wadih Kotait Neto.
O termo de parceria foi
apresentado pelo superintendente de agronegócios do
Banco do Brasil em São Paulo, Almir Ferreira
Alexandre. O executivo ressaltou que o protocolo
anterior entre a Ocesp e o Banco do Brasil era
restrito à liberação de crédito. “Desta vez a
parceria foi incrementada com a capacitação das
cooperativas e gerentes do banco, os instrumentos de
garantia de preços dos produtos e a criação de um
comitê permanente para a gestão de relacionamento
entre o BB e as cooperativas”, salientou.
A expectativa da
organização é de aumentar em até 50% no volume de
recursos que chegarão aos cooperados.
Outra iniciativa que
será adotada por meio da parceria é a implantação
pelo banco do Canal Facilitador de Crédito nas
cooperativas interessadas. O principal benefício
deste instrumento é viabilizar o acolhimento de
propostas de financiamentos rurais com recursos do
Pronaf nas dependências de entidades parceiras,
mediante troca de arquivos, agilizando a contratação
de operações de crédito rural.
Para o vice-presidente
da Ocesp, Maurício Miarelli, o acordo é um passo
importante no fortalecimento do agronegócio
paulista. “Esperamos que essa parceria renda bons
frutos e que possamos ter instrumentos melhores a
cada nova safra”, destacou.
Nova Política
Ainda durante a reunião
o vice-presidente do banco, Luis Carlos Guedes
Pinto, comentou sobre as perspectivas para a
agricultura brasileira e mudanças necessárias na
política agrícola. Os líderes cooperativistas
mostraram preocupação com a conjuntura atual e
ressaltaram o momento delicado para os produtores.
“Vocês têm razão nas críticas e preocupações. Os
produtores são o elo mais fraco da cadeia do
agronegócio e precisam se organizar para cobrar do
poder público políticas mais adequadas às suas
necessidades. Nesse sentido, o associativismo e o
cooperativismo são ferramentas fundamentais”,
comentou Guedes.
O executivo também
salientou que é necessário alterar a política de
crédito para a agricultura. “Esta crise mostra, de
maneira dramática, que é necessário aprimorar as
políticas de crédito. O objetivo central deve ser a
estabilidade da renda, com mecanismos de proteção
como o seguro rural e o seguro de renda, por meio
das operações de mercados futuros”, salientou.
(Colaborou Assessoria de Imprensa da Coopermota)