Professora sugere mudanças na rede municipal de ensino

A professora Helena Amarante, efetiva na rede municipal de ensino em Cândido Mota procurou a Redação do jornal ‘O Diário do Vale’ para apresentar sua posição mediante algumas situações que acredita que deveriam ser mudadas na área da educação, referentes ao estatuto municipal, e nomeação de professores para atuarem como coordenadores de escola.  

Segue abaixo o texto encaminhado pela professora, na íntegra:

“Caríssimos Professores e Leitores:

Sou professora efetiva da Rede Municipal do Ensino Fundamental desta cidade. Através deste meio de comunicação, venho desabafar certas questões com as quais venho discordando em minha profissão.

Uma delas, seria mudanças no Estatuto Municipal, dando abertura a concursos para Diretores e Coordenadores de escolas. Isso seria mais benéfico à própria escola repercutindo nos próprios profissionais que estariam se especializando e preparando-se cada vez mais, para melhor atuação em sua efetiva profissão.

Digo isso porque os profissionais escolhidos pela Secretaria da Educação, estando nesses cargos em estado “transitório”, comissionados, nem sempre têm possibilidade de tomar certas iniciativas em benefício da própria escola. Alguns têm receio de perder o“espaço”, serem taxados de incompetentes. Deixam de tomar atitudes que seriam benéficas à própria sede, alegando que estão agindo conforme o Estatuto Municipal. Que se forem contra alguma vírgula deste Regimento, correm o risco de serem chamados a atenção ou de perder seu “benefício”. Regras e bom senso sempre estão juntos.

Muitos professores pensam como eu, porém é difícil encontrar alguém que se exponha em colocar o seu modo de pensar. Motivo?  Talvez o receio de não serem mais chamadas a substituir salas de aulas, ou mesmo as efetivas serem chamadas em um gabinete para esclarecimento de seu descontentamento. Hierarquia não pode ser confundida com coação moral.

Como cidadãos somos livres, com direitos de ir e vir, pensar e reivindicar.

Discordo também da forma como é  feita a eleição dos professores Coordenadores de escola. Explicando melhor, tanto para o Ensino Infantil, como para o Fundamental, todos professores, incluindo OFAS com classe,  e as sem classe têm o direito de voto. Tudo bem. Se a escolha for para Coordenadores do E. Fundamental, os professores do E. Infantil poderão eleger uma amiga sua e não a profissional que os professores do E. Fundamental escolheriam. Ou vice-versa. Com isso corre-se também o risco de se eleger por vezes consecutivas a mesma pessoa, não dando chance a outras colegas que apresentam novas propostas que estariam ocasionando mudanças na escola. Fica-se aquela água estagnada. Do mesmo jeito. Isso eu chamo de “resistência” a mudanças. Pergunto-me: É correto a população de Cândido Mota ter o direito de escolher quem irá governar a cidade de Assis? Ou o contrário?

Gostaria de contar com a compreensão e apoio dos que lerem esta matéria, principalmente daqueles que poderiam estar procurando uma solução para o caso relatado, ou mesmo esclarecendo-me em algo que eu esteja equivocada”.

Agradecendo a atenção -  Professora e Psicóloga Helena Amarante.