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Mulheres de CM também optam por serem mães mais velhas
Cada vez mais preocupadas com a independência financeira e em
conseguir conquistar seu lugar ao sol no mercado de trabalho as
mulheres brasileiras têm se tornado mães mais velhas do que
antigamente. A informação pode ser constatada através de dados
do IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas, que
estudou os partos realizados em 1998 e 2008, ou seja 10 anos
após. Essa situação também já foi constatada em Cândido Mota,
onde, de acordo com enfermeira da Santa Casa da Misericórdia,
Dulcinéia dos Santos as mulheres estão cada vez mais conscientes
e optando por ter filhos cada vez mais tarde.
“Nós não temos um número que pode constatar isso, pois tanto
recebemos gestantes mais velhas como também adolescentes que são
encaminhadas para um trabalho específico que é realizado no
Hospital Regional de Assis. Mas o que pude observar é que a
média de idade que as mulheres estão tendo filhos tem aumentado.
Atualmente é a maioria das mulheres está sendo mãe a partir dos
30 anos enquanto a cerca de 20 anos há média era a partir dos 17
anos”, explicou Dulcinéia.
Ele acredita que essa mudança no costume vem acontecendo devido
a orientações, que em sua opinião é o que realmente muda a
cabeça de cada pessoa.
“Não posso dizer que essa mudança pode estar relacionada a
campanhas, pois a gravidez na adolescência continua acontecendo,
apesar das inúmeras conscientizações e trabalhos voltados ao
assunto, no entanto acredito que depende da orientação, que vem
da família, de educadores, entre outros. Na minha opinião, é
isso que está fazendo os conceitos mudarem”, completa Dulcinéia.
Ela ressalta também que a grande preocupação das mulheres em
conquistar um lugar no mercado de trabalho também tem
contribuído para essa mudança.
“Atualmente as mulheres estão cada vez mais preocupadas em obter
sua independência financeira, em se destacar no mercado de
trabalho conquistando o seu espaço. Os conceitos mudaram muito e
as mulheres também mudaram seu modo de pensar e por isso
acredito eu que estão buscando primeiro uma estabilidade
econômica para depois pensar em formar família e ter filho”,
destacou ela.
Segundo dados do IBGE o Estado de São Paulo ao lado do distrito
federal foi o que teve menores percentuais de nascimentos de
mães com até 19 anos, tiveram respectivamente 15,6% e 14%.
Nestes estados as proporções de registros de mães com faixa
etária de 30 a 34 anos foram bem maiores que as do grupo de
menores de 20 anos. Em todo o país em 2008, 19,4% dos partos
foram realizados em mulheres com menos de 20 anos, contra 21,3%
em 1998. Até o ano 2000, observava-se o aumento da proporção de
nascimentos de mães adolescentes e jovens.
Os Estados do Maranhão, Pará e Tocantins apresentaram os maiores
percentuais de nascimentos de mães com até 19 anos, com 26,2%,
26,0% e 25,2%, respectivamente.
A assistente social, Maria Egea, de 45 anos, que atualmente está
morando em São Paulo, e está em visita a Cândido Mota, disse que
a opção por não ter filhos foi uma decisão tomada após a
situação passada por sua mãe.
“Minha mãe se casou muito cedo e teve 5 filhos, três homens e
duas mulheres, mas no decorrer da situação acabou tendo
problemas com meu pai e aconteceu a separação. Fomos para São
Paulo ainda adolescentes somente com minha mãe e eu assisti a
todo o sofrimento dela para poder nos criar. Atualmente tenho
uma boa situação financeira, um bom emprego, estou estabilizada,
porém deixei para tras os planos de formar uma família e ter
filhos. Agora sei que se formar uma família estarei preparada
para dar todo conforto para meus filhos, pois estou estabilizada
financeiramente e não me arrependo de ter tomado essa decisão”,
falou ela.
Número de adolescentes grávidas cai 36% no Estado
O Estado de São Paulo registrou queda de 36,2% no número de
adolescentes grávidas em 2008, em comparação com o ano de 1998.
Foram 94.461 jovens com idades até 19 anos grávidas no ano
passado, contra 148.018 casos em 1998. Os dados fazem parte de
levantamento da Secretaria de Estado da Saúde em parceria com a
Fundação Seade.
A queda no número de casos de gravidez na adolescência vem
ocorrendo ano a ano. Em 1999 foram registradas 144.362
ocorrências no Estado. Em 2000 foram 136.042. Já em 2001, houve
123.714; em 2002, 116.368; em 2003, foram 109.082; em 2004,
foram 106.737; em 2005, 104.984; em 2006, foram 100.632; e, em
2007, 96.554 casos.
As adolescentes grávidas, no ano de 2008, representaram 15,7% do
total de partos. Esse índice foi de 16,25% no ano anterior,
16,6% em 2006, 16,9% em 2005, 17,0% em 2004, 17,5% em 2003 e
18,4% em 2002.
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