‘Ré’ é absolvida por legítima defesa em CM

Após várias horas de julgamento e diversos debates entre a promotoria de acusação e os advogados de defesa da ré, C.A.C. de 24 anos, que desferiu uma facada no peito de seu amásio, Fernando Rodrigues Benedito, de 24 anos, há cerca de 4 anos que não resistiu e morreu, ela foi absolvida pelo júri.

Durante o julgamento, que iniciou às 10h, a ré foi interrogada pelo promotor e pela juíza Renata Scudeller Negrato que fez diversos questionamentos a respeito do crime ocorrido na noite de  29 de janeiro de 2006, quando após uma discussão motivada pela procura de um boné, ela acabou matando o amásio com uma facada no peito e em seguida acionado a polícia, confessando então o crime. O promotor Rogério Pinheiro Pagani, questionou C. sobre vários fatos e principalmente sobre a bagunça que estava na cama no dia do crime, sobre o local onde aconteceu o fato e a respeito da possibilidade da vítima ter caído de bruço sobre a faca já cravada em seu peito. A ré respondeu as perguntas do interrogatório e se emocionou diversas vezes.

Por sua vez a defesa, formada pelos advogados  Fernanda Stefani Amaral e Roldão Valverde, fez algumas perguntas para a ré sobre como era sua vida com  Fernando, e a mesma respondeu que foi diversas vezes agredida, inclusive que teve o cabelo que era totalmente comprido, cortado pelo amásio em uma das discussões e que após ter saído da cadeia veio para Cândido Mota, porém teve que ir embora por estar sendo ameaçada.

“Estou totalmente arrependida do que fiz, por esse caso acabei perdendo os meus filhos”, disse C. emocionada.

Após o interrogatório o promotor falou ao júri todos os argumentos que teria para pedir a condenação da ré, caso fosse um condenador obsecado, porém acabou solicitando a absolvição da mesma, que foi acatada pelo júri. 

Segundo Roldão, o promotor foi um clássico pois mencionou todos os detalhes do processo em suas considerações a respeito do interrogatório  e após solicitou ao júri a absolvição da ré alegando acreditar que ela agiu em defesa  própria.

“O promotor fez uma ampla explicação de todos os fatos ocorridos, porém ao final solicitou ao júri que absolvesse C. pois ela havia agido em defesa própria. Ela ficou muito feliz, pois agora vai poder reconstruir realmente a sua vida”, disse Roldão.