Produção de banana-maçã de CM ajuda a abastecer mercado nos grandes centros

O cândido-motense Ronaldo Camolese, que há dois anos e meio cultiva banana-maçã em uma propriedade rural da Água da Cabiúna, fez esta semana, com auxílio de diversos funcionários mais uma colheita às margens da rodovia Benedito Pires. A produção, segundo ele, não fica na região, mas sim abastece grandes distribuidores de hortifrutigranjeiros, como o Ceasa, em São Paulo e Campinas. Só nesta quinta-feira, foram remetidos cerca de 250 caixas, lotando o baú de um caminhão.

Ronaldo conta que a lavoura começou a produzir há cerca de um ano e meio, mas que só nos últimos 12 meses é que a produção melhorou em qualidade. “Há dois meses uma chuva de pedra (granizo) prejudicou um pouco, mas mesmo assim a colheita está satisfatória”, afirmou. As pencas são colhidas verdes para que chegue aos centros de distribuição em bom estado. As frutas maduras são descartadas para esta finalidade.

Os funcionários passaram o dia todo na colheita. Camolese explica que os cachos são cortados e deixados no chão. No dia seguinte, ele passa com um trator recolhendo em uma carroceria para a fase de seleção das pencas. “Normalmente, as de primeira (qualidade) vão nas caixas de plástico e as de segunda nas de madeira”, exemplificou.

Um dos lavradores usa a ferramenta chamada de despencador para separar as pencas que são passadas em um grande tambor de água com sulfato de zinco. Em média, as caixas de madeira armazenam 24 quilos e as de plástico, 18 quilos.

O produtor conta que a produção aumenta no verão e costuma diminuir no inverno ou em períodos de baixas temperaturas, mas que vem colhendo nos últimos meses em intervalos de 15 a 20 dias. “É uma boa alternativa porque a safra de grãos é de seis em seis meses e o risco é muito grande, pois o rendimento depende muito do clima. Nesse sentido, o nosso maior problema são as geadas no inverno”, comparou.

Outro problema que eventualmente atrapalha a produção no verão é a traquinose, que ocorre quando chove muito. “É um fungo que forma pintinhas pretas na casca. Para combater precisa passar fungicida e inseticida. O ano passado teve um pouco mais, mas este ano foi bem controlado”, disse Ronaldo.

Já na época de frio, a preocupação é com a cigatoca, um fungo que ataca as folhas da bananeira quando a temperatura fica abaixo dos 12 graus Celsius. “Mas o grande problema da banana-maçã é o Mal do Pananá, uma doença que sobe pela raiz e ataca o caule da planta. Com isso, ela more antes de produzir. Este é o grande medo dos produtores”, afirma Camolese.

“Tivemos que nos desfazer de um alqueire e meio de plantação por causa desse mal. Como dá na terra, não tem como saber onde vai aparecer. As vezes ataca uma planta aqui e logo ali não”, mostrou.