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CM celebra missa em louvor a Santo Ivo
Para homenagear Santo Ivo, a subsecção da OAB de Cândido Mota
promove nesta quarta-feira uma celebração especial em louvor ao
padroeiro dos advogados, procuradores, juízes, juristas,
notários, órfãos e abandonados. A missa também é aberta a todos
os funcionários das entidades, do sistema judiciário e à
sociedade. A celebração será presidida pelo bispo emérito D.
Antonio de Souza, da arquidiocese de Assis, com início previsto
para às 19h30, na igreja Santa Teresinha.
“O importante na reverência a Santo Ivo é o fato de sua
existência real. Ele não está apenas no imaginário dos fiéis.
Exerceu a advocacia com imparcialidade, grande zelo e retidão e
dedicou-se à causa dos pobres, sobretudo. Portanto, resgata a
figura emblemática da advocacia na Justiça e a homenagem é uma
oportunidade para um encontro de confraternização dos operadores
do Direito de Cândido Mota, no qual poderemos pedir uma proteção
e refletir sobre essas profissões regidas pelo padroeiro, que
exigem muita dedicação, imparcialidade e serenidade, além de ser
uma ótima oportunidade para o fortalecimento da família
forense”, destacou o presidente da subsecção José Meirelles,
aproveitando para ressaltar o convite a todos os profissionais
da área, e a comunidade em geral para participarem da
celebração.
História
Filho de Lourdes, Santo Ivo nasceu em 1253, em plena Idade
Média, na região da Bretanha, uma região administrativa do oeste
da França com uma larga costa litoral entre o Canal da Mancha e
o Oceano Atlântico, cuja capital é Rennes. Em 1267 ingressou na
Universidade de Paris, onde graduou-se em Direito Civil. Depois
de formado (em 1277), mudou-se para Orléans para estudar Direito
Canônico. Em 1280, quando voltou à Bretanha, após receber as
primeiras ordens, foi designado como “oficial” (ou juiz
eclesiástico) da arquidiocese de Rennes, a capital dos bretões.
Estudou também as Escrituras e entrou para a Ordem Terceira
Franciscana tempos depois, em Guigamp, e, em 1284, foi nomeado
“oficial” pelo Bispo de Tréguier. Demonstrava grande zelo e
retidão no cumprimento de seus deveres e não hesitava em
resistir às injustas taxações do rei, que considerava uma
invasão aos direitos da Igreja. Por sua caridade ganhou o título
de advogado e patrono dos pobres. Depois de ser ordenado, foi
designado para a paróquia de Trendrez (1285) e oito anos depois
(1303) mudou-se para Louanne, onde morreu no dia 19 de maio. Foi
enterrado em Tréguier e canonizado em 19 de maio de 1347 pelo
papa Clemente VI.
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