Suspeito de atirar em comerciante é preso em CM

A Polícia Civil de Cândido Mota prendeu no final da tarde da última segunda-feira, o jovem D.S.S, de 18 anos, acusado de atirar no comerciante José Félix Filho, durante tentativa de roubo contra seu estabelecimento comercial. O fato ocorreu no dia 31 de março, por volta das 20h30, no jardim São Francisco, sendo que a vítima foi atingida por um disparo no queixo, após não acreditar no assalto, e continuar fechando a porta do local.

De acordo com o delegado Luiz Antonio Ramão, o acusado se apresentou na delegacia acompanhado de seu advogado, Eduardo de Oliveira Leite, porém negou em interrogatório a autoria e participação no crime.

Ramão declara que inicialmente as investigações apuraram o nome de quatro pessoas que poderiam estar entre os responsáveis pelo delito. Sendo assim, foi solicitada autorização judicial para busca nas residências, ocasião em que encontraram em uma das casas, três cápsulas intactas da marca CBC, do mesmo calibre da arma utilizada no crime.

Posteriormente, quando Félix saiu do Hospital, prestou declarações sobre o caso na Delegacia, fornecendo as características dos dois autores. Foi a partir daí que se identificou D.S.S de 18 anos, residente no Jardim Vitória, como sendo o autor do disparo, e A.S.P de 25 anos, residente no Jardim São Francisco, como co-autor do crime. Este último inclusive, já respondeu processo por homicídio e tentativa de homicídio, mas absolvido por falta de provas.

“Considerando a comprovação da materialidade delitiva e os indícios suficientes da autoria do crime, representei pela decretação da prisão temporária dos dois acusados em 28 de abril”, informou o delegado.

Ele completa dizendo que no último dia 5 de maio, A.S.P foi preso, e recolhido à Cadeia Pública de Assis. E agora, na segunda-feira, foi a vez de D.S.S ser recolhido para o mesmo local.

“Os dois negaram a participação no crime, portanto agora o próximo passo é provar que eles estavam na cena dos fatos, e submetê-los a reconhecimento pessoal com a vítima. Embora, os responsáveis pelo delito estivessem encapuzados, pelas características físicas, tatuagens, roupas que usavam e também pela voz, acredito que eles serão reconhecidos e concluído o inquérito policial”, adiantou o delegado.

Ramão diz ainda que se ficar demonstrado que ambos são realmente os autores do crime, irá decretar a sua prisão preventiva, a fim de que aguardem o julgamento na Cadeia.

“Se eles ficarem soltos podem ocasionar diversos transtornos, como constranger testemunhas e fugir da culpa. Além do quê, é preciso garantir a ordem pública, tendo em vista que um crime desta natureza (tentativa de latrocínio) gera uma sensação de insegurança e impunidade no âmbito social”, esclareceu o delegado, informando que a pena prevista para este tipo de caso varia de cinco a 15 anos de reclusão.