Greve da Polícia Civil deve ser mantida

A greve iniciada pela Polícia Civil na quarta-feira, deve prosseguir em todo o Estado. Como foi veiculado na edição passada, são vários os motivos que levaram à paralisação, tais como reivindicações de aumento salarial, valorização das carreiras, aposentadoria especial e reestruturação da Polícia Civil.

Os responsáveis pela iniciativa afirmaram ontem que o movimento estava cada vez mais forte, sendo que minuto a minuto mais cidades aderiam a esta greve, dando mais força para que eles continuem suas reivindicações. Disseram ainda que o governo do Estado não tomou nenhuma posição sobre o assunto e vários lugares estão totalmente parados, sem nenhum atendimento à população. Em Cândido Mota os atendimentos são apenas para flagrantes e casos graves.

Segundo o Sindicato dos Investigadores (SIPESP), a paralização atingia na quarta-feira 70% das Delegacias de Polícia do Estado.

Outro Lado

O Tribunal Regional do Trabalho determinou na noite de terça-feira que os policiais civis de São Paulo devem manter 80% do efetivo “sem interrupção total de qualquer tipo de atividade”. Em caso de descumprimento, devem pagar multa diária de R$ 200 mil ao dia. Confira a íntegra da decisão:

“Defiro parcialmente a liminar, com fulcro nas disposições contidas nos artigos 11 e 12 da Lei 7783/89, para determinar que seja mantida a continuidade dos serviços, em 80% do efetivo dos profissionais da Polícia Civil do Estado de São Paulo, sem interrupção total de qualquer tipo de atividade, fixando, em caso de descumprimento, multa diária no valor de R$ 200 mil, a ser revertida em favor dos hospitais universitários da Capital Paulista, que atendem gratuitamente a população”, disse a Desembargadora Vice-Presidente Judicial Dora Vaz Trevino em nota à imprensa. (Colaborou Tamara Mecina / Estagiária de Jornalismo)