Católicos acompanham missa mesmo sem energia elétrica


 

Milhares de cândido-motenses deram mais uma demonstração da fé católica e da devoção em Nossa Senhora Aparecida, a Padroeira do Brasil, reverenciada em todo o país neste dia 12 de outubro. Na manhã de segunda-feira, feriado nacional, uma multidão acompanhou a procissão pelas ruas centrais de Cândido Mota e permaneceu na missa, celebrada na igreja matriz, até mesmo quando houve falta de energia elétrica em boa parte da celebração.

A procissão começou no horário marcado, pontualmente às 7h, saindo das escadarias da igreja matriz, tendo à frente um grande crucifixo, e o frei Ismael Martignago, responsável pela paróquia Nossa Senhora das Dores. Logo atrás, fiéis se revezavam para carregar o andor com a imagem da Imaculada Aparecida, todos cantando hinos de louvor à mãe de Jesus, durante todo o percurso.

Em uma Kombi seguia o grupo de canto, com violão e voz, seguido pelos devotos. A multidão saiu pela rua Carmo Chadi e entrou na Fadlo Jabur, no sentido igreja x Prefeitura. Por conta da ameaça de temporal, que se formava na direção do Estado do Paraná, o percurso foi diminuído.

Ao invés de seguir até a rua Joaquim Galvão de França, passando por trás do Fórum, o trajeto passou pelas ruas Henrique Vasques e Ângelo Pípolo até voltar à Igreja Matriz. Os passos foram apressados ao final do percurso, pois o vento forte, que levantou poeira deixando o horizonte avermelhado, anunciava que a chuva estava próxima. E, de fato, ela não tardou a chegar.

O céu se escureceu por completo e o dia praticamente virou noite. Até as luminárias da praça Monsenhor David se acenderam. Com a chegada de Nossa Senhora Aparecida à igreja, houve uma grande queima de fogos para saudar a santa. A salva de tiros foi montada na lateral da sede da paróquia, que rapidamente ficou lotada, com todos os bancos e corredores ocupados.

A imagem foi colocada em local de destaque sobre o altar, cercada de flores brancas. O frei Mauro Strabeli concelebrou a Eucaristia juntamente com frei Ismael Martignago.

Sem luz

A igreja ficou repleta de gente, mas, no início da celebração surgiu um imprevisto, por conta do mau tempo e da chuva que começava a cair: faltou energia elétrica. Nem por isso a multidão se dispersou, mas a liturgia foi alterada. Quem pode, aproveitou a luz natural perto das portas e janelas para acompanhar a leitura do folheto.

Logo após ser lido o Evangelho de São João, capitulo 2, versículos de 1 a 11, o frei Ismael decidiu suspender a homilia, passando diretamente para o ofertório, já que, sem microfones, somente quem estivesse à frente, próximo ao altar, o ouviria.

Pouco depois do rito do ofertório, a luz elétrica voltou e permaneceu até o final da missa solene. Por conta disso, frei Mauro fez a explanação das leituras bíblicas pouco antes do encerramento da celebração.

Ele falou brevemente sobre a história de Nossa Senhora Aparecida, partindo do encontro da imagem no Rio Paraíba, em 1717, citando a doação da coroa e do manto azul pela princesa Isabel, da criação do município de Aparecida, da construção do que é considerado o maior santuário mariano do mundo, que já foi visitado por dois papas: João Paulo II e, mais recentemente, Bento XVI.

Depois, convocou todos para pedir a intercessão da padroeira para rogar pelos governantes, pelas crianças, pelas famílias, e finalizou com a consagração, orientando os devotos a colocarem a mão esquerda sobre o coração e a direita em direção à veneranda imagem da santa, pedindo proteção a todos.