Mercado de commodities se mantém estável, apesar da crise mundial

Recentemente, com a crise financeira desencadeada em âmbito mundial, o mercado de commodities frequentemente tem sofrido oscilações. Exemplo disto é o mercado externo - o qual baliza o preço da próxima safra de soja - que demonstrou recuperação de preço.

O analista de comercialização da Coopermota, José Ignácio Dias, lembra que no final de novembro e inicio de dezembro, quando o clima estava favorável, o valor da oleaginosa operou no seu limite, chegando a R$ 38 o saco. “Atualmente já é possível negociar, mais ou menos, a R$ 44 o saco para pagamento no início de abril, para soja que será colhida em março”, comenta.

Já no mercado interno, aponta, o preço da soja vem se mantendo mesmo com as oscilações do dólar, Bolsa de Chicago. Segundo o especialista, isto se deve ao fato de estarmos na entressafra, bem como as compras estarem exclusivamente direcionadas ao consumo interno - tanto farelo como óleo de soja.

Porém, alerta Dias, mesmo com a boa expectativa de preço, o mercado deve registrar retração de negócios, inibido pela crise mundial. Soma-se ainda a ocorrência de intempéries climáticas que atingiram as regiões produtoras, provocando a quebra da safra verão. “Tudo isto influi na formação do preço final do produto”, destaca o analista.

Na região do Médio Vale do Paranapanema já foi constatada uma quebra significativa, com previsão de produção bem menor do que a registrada na safra 2007/08. Em sua visão, esta redução irá gerar uma demanda pela oleaginosa muito firme pelas indústrias que atuam mais expressivamente aqui. “Assim, teremos condições de negócio diferentes em relação a outras regiões”, prevê Dias.

Outro mercado agitado é de milho, o qual também tem demonstrado quebra de produtividade em algumas regiões produtoras. Isto gerou reações no preço, visto que o estoque de passagem está alto. Além disto, é preciso destacar que a partir da segunda quinzena de fevereiro terá inicio a colheita da safra de verão, que normalmente produz 35 milhões de toneladas. Mas, comenta o analista, a informação é de que haverá uma quebra de 10 a 15%.

“No caso do milho, um fator determinante para o preço é a oferta do produto no mercado. Se ela for feita de forma equilibrada, o valor se manterá firme”, finaliza. (Colaborou Assessoria de Comunicação da Coopermota)