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Professora fala sobre os atuais desafios da profissão
No dia em que se comemora o dia do professor, existe muito o que
se refletir, pois são eles os profissionais responsáveis pelo
aprendizado e, muitas vezes, até mesmo pela educação que um
cidadão carrega por toda a sua vida. Hoje, dia 15 de outubro
muitos são homenageados pelos alunos, porém quais são os
principais desafios que os professores enfrentam atualmente e o
que ainda faz com que esses profissionais continuem a atuar na
área?
A professora do ensino fundamental, Leonia Angélica Nardi de
Mello, que atua há quase 20 anos na profissão e chega a
trabalhar 14 horas por dia, diz que o motivo que a leva a
continuar dando aula é ver os alunos aprendendo.
“Não existe nada mais bonito para mim, que trabalho com
alfabetização, do que ver um aluno aprendendo a ler e escrever.
É isso que ainda me dá satisfação no trabalho e posso dizer que
é só isso, pois atualmente o professora anda muito desvalorizado
e com o salário totalmente defasado”, disse Leonia.
Sobre as dificuldades enfrentadas pelos professores ela ressalta
que atualmente a indisciplina dos alunos é algo que atrapalha
muito o aprendizado.
“Muitos pais estão transferindo para os professores uma função
que é deles que é educar a criança e deixá-la pronta para o
aprendizado. O que a gente vê atualmente são muitas crianças sem
limites e reparamos que o que falta é aquela estrutura familiar,
que muitas não têm”, falou ela.
Leonia ainda destaca que a participação dos pais é muito
importante no aprendizado do filho e que ultimamente isso é
muito raro.
“Muitos pais nem participam da vida escolar dos filhos. As vezes
se manda tarefa e o caderno volta do mesmo jeito, muitos pais
nem olham e nem conversam com os filhos sobre a escola”,
completa ela.
Outro grande desafio apontado por ela é a questão salarial. Pois
segundo ela o professor só trabalha mesmo por muito amor à
profissão, pois o salário está defasado há anos.
“A questão salarial é muito complicada, pois se fôssemos pensar
nisso nem trabalharíamos na área. Ultimamente estamos muitos
desvalorizados, ganhamos pouco e temos que trabalhar muito para
podermos sobreviver. Eu só trabalho mesmo por amor à profissão e
pela satisfação de ver o desenvolvimento dos alunos. Não existe
algo mais satisfatório do que acompanhar o aprendizado de uma
criança que começa a descobrir o mundo através do ensino, isso é
gratificante”, acrescenta Leonia.
Ela dá aulas em duas escolas, pela manhã na Clotilde de Castro
Barreira (Grupão) em Cândido Mota, e à tarde no João Mendes, em
Assis e chega a trabalhar cerca de 14 horas, quando tem reunião
de HTP. Em dias em que não tem reunião ela trabalha cerca de 10
horas por dia.
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