Programa garante investimentos na ‘Raposo Tavares’

O governador José Serra apresentou nesta segunda-feira, os detalhes da nova fase do Programa de Concessões de Rodovias. Serão concedidos cinco novos lotes, que somam 1.500 quilômetros. O modelo assegura que as vencedoras do processo serão as empresas que apresentarem menor tarifa de pedágio. As concessionárias deverão investir R$ 9 bilhões nas rodovias Dom Pedro I, Ayrton Senna/Carvalho Pinto, Marechal Rondon e Raposo Tavares.

Devem realizar também a manutenção de estradas vicinais interligadas a esses corredores viários. O modelo prevê ainda que todas vão desembolsar um valor de outorga fixo, num total de R$ 2,1 bilhões. “Há uma novidade com relação ao processo de concessões feito aqui em São Paulo e no Brasil. O aspecto novo é que uma parte dos investimentos, cerca de R$ 1,1 bilhão, será empregada na manutenção de 1.000 quilômetros de estradas vicinais”, observa o governador José Serra.

Maracaí

As regiões de Presidente Prudente e Marília serão diretamente beneficiadas com as obras do lote Raposo Tavares, que prevê um total de R$ 1,796 bilhão em investimentos. São obras vitais ao desenvolvimento da região, como a duplicação do trecho da Raposo Tavares entre Taciba e Maracaí, orçada em mais de R$ 322 milhões, e de Maracaí a Assis. A obra será executada pelo DER (Departamento de Estradas e Rodagem) e posteriormente incluída nas concessões. Ainda na Raposo Tavares, o governo paulista incluiu a construção de 127 quilômetros de acostamentos, 22 trevos/retornos, três passarelas e nove quilômetros de faixas adicionais.

Uma outra característica do modelo paulista é a obrigação das empresas vencedoras pagarem uma outorga ao governo pelo direito de operar as rodovias. Com isso, o Estado deve arrecadar R$ 2,1 bilhões, que serão aplicados nas estradas paulistas sem viabilidade econômica para concessão. O montante garantirá a manutenção do alto padrão de qualidade em toda a malha viária.

Entre as melhorias previstas para essa fase está a instalação de telefones de emergência, monitoramento com câmeras, criação de bases do SAU (Sistema de Auxílio ao Usuário), mecânicos treinados à disposição dos motoristas, equipe de paramédicos para primeiros socorros, serviços de remoção com guinchos e construção de bases da Polícia Militar Rodoviária.

O valor dos pedágios será definido com base no preço máximo de R$ 0,10 por quilômetro, tarifa quilométrica atualmente em vigor no Estado de São Paulo. Vencerá a concessão a empresa que oferecer o menor preço, abaixo desse limite.