Escolas decidem hoje cronograma de reposição

As escolas da rede pública estadual devem entregar hoje para a Diretoria de Ensino Região de Assis, seu cronograma de reposição de aulas. A iniciativa tem como justificativa recuperar os dias perdidos na greve ocorrida antes do recesso.

De acordo com o dirigente de ensino, Cleomenes José Santana, a Secretaria Estadual da Educação lançou na última semana uma determinação para que as escolas cumpram a reposição. Cada unidade deve encaminhar até hoje seu planejamento, a fim de que na quinta-feira a Diretoria possa analisar as propostas apresentadas. Posteriormente, o cronograma deve ser entregue para a Secretaria da Educação.

“Mediante a recomendação do governo do Estado, ficou definido organizar a reposição das aulas. Cada escola  foi atingida de maneira diferenciada pela paralisação. Agora, cada uma irá se acertar conforme a sua realidade. Há opções de recuperar as aulas perdidas, usando o período oposto, os sábados, ou ainda a última semana do recesso escolar”, explicou o dirigente.

Ele completa dizendo que a necessidade da reposição parte da exigência do calendário, que estipula 200 dias letivos ao longo do ano, bem como existem as cargas horárias de cada displicina a serem cumpridas.

“Sabemos que o direito de greve existe, porém os transtornos acontecem por consqüência. Os professores, e as escolas têm agora que cumprir as suas responsabilidades, e suprir as deficiências registradas. O aluno deve ter o direito de aula assegurado, bem como o calendário tem que ser respeitado”, enfatizou o dirigente.

Cleomenes finaliza informando que as escolas têm até o dia 31 de outubro para cumprirem a reposição das aulas perdidas.

Outro lado

Em contato como a Apeoesp, sub sede de Assis na tarde de ontem, a entidade disse que a paralisação iniciada em junho só foi encerrada devido ao período de recesso escolar. Eles disseram que não houve consenso com o governo do Estado, mediante as revindicações solicitadas, como a reposição salarial, mudança no número de alunos por sala de aula, questões trabalhistas, acerto do dissídio e data base, entre outras situações.

“O acordo firmado no encontro realizado pelo Tribunal Superior do Trabalho não foi cumprido pelo governo. Mediante este cenário, iremos participar no próximo dia 24 de julho de uma reunião extraordinária em São Paulo, a fim de decidir se retomaremos as aulas, ou vamos continuar com a greve”, declararam os dirigentes da Apeoesp com base nas diretrizes do Sindicato geral.