Cândido-motense morre após sofrer acidente automobilístico em Palmital

Após passar pouco mais de um dia internado no Hospital Regional de Assis  devido a um acidente com um ônibus, ocorrido no início  da madrugada desse sábado, dia 13, na Rodovia Raposo Tavares, próximo ao município de Palmital, o barbeiro, violeiro,  pescador e cândido-motense, Eduardo Contieri, de 70 anos, faleceu na noite dessa segunda-feira, dia 15. Eduardo foi sepultado às 17h de ontem no cemitério municipal de Cândido Mota.

O acidente ocorreu por volta da 1h, quando o Fusca conduzido pelo cândido-motense Aparecido da Cruz Nogueira, de 66 anos foi colidido na traseira por um ônibus Volvo, branco, placas de São Paulo, que  transportava 25 passageiros e seguia em direção do Presídio de Presidente Venceslau pela SP 270. Após a colisão, o ônibus não parou para socorrer as vítimas e foi localizado na região de Presidente Prudente.

Além do condutor e de Eduardo, também estavam no interior do Fusca o cândido-motense José Aparecido Napoli, de 60 anos e Benedita Lima Rodrigues, de 61, também de Cândido Mota.

Segundo informações de amigos da vítima e demais ocupantes do veículo, eles tinham ido participar de uma Roda de Viola, já que todos eram violeiros  e quando retornavam pela rodovia sentido Ibirarema/ Cândido Mota se envolveram no acidente. Todos foram socorridos ainda com vida até o Hospital Regional de Assis, pela equipe de Resgate da Cart, com ferimentos leves, de acordo com o boletim registrado pela Polícia Rodoviária, porém Eduardo acabou não resistindo.

Comoção

Quem passava pela frente de sua Barbearia, situada na rua Ângelo Pípolo parava para ver o cartaz de luto que indicava a morte de Eduardo, e muitos, inclusive, se comoviam com a morte do amigo. Além de Barbeiro, profissão que exercia há muito tempo no município, ele também era violeiro e participava rotineiramente de apresentações junto aos amigos no Programa Viola na Varanda, apresentado pelo locutor Eduardo Escalada, na rádio Voz do Vale FM.

Para a amiga Geni Carneiro da Silva, a morte de Eduardo foi realmente uma grande perda.

“Ele estava sempre alegre e sempre disposto a trabalhar e se divertir junto com os amigos tocando sua viola e cantando. Sempre falante, gostava muito de pescar e estava sempre disposto a contar ‘causos’. Cândido Mota perdeu um grande profissional e também violeiro”, disse Geni.