|
Vale Paranapanema estima economia de 0,4% na região
O horário de verão brasileiro começa neste dia 18, e os relógios
devem ser adiantados em uma hora nas regiões Sul, Sudeste e
Centro Oeste - estados do Rio de Janeiro, Espírito Santo, São
Paulo, Minas Gerais, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso, Mato
Grosso do Sul, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.
De acordo com o Operador Nacional do Sistema (ONS), a
expectativa é que o horário de verão reduza a demanda de energia
elétrica entre 4% e 5%. Na área de concessão da Vale
Paranapanema, uma empresa da Rede Energia, que abrange 27
municípios, a expectativa é de que haja uma redução no consumo
de 0,4%.
Segundo o Gerente Regional da Vale Paranapanema, Moisés Carlos
Tozze, a estimativa é de uma economia de 1.087.316 kWh durante
os 120 dias do horário de verão. Este consumo atende, durante um
mês, a 6.390 residências ou todo o consumo de uma cidade com
aproximadamente 19 mil habitantes”.
Tozze esclarece ainda que, “a economia de energia não é foco
principal do horário de verão, o mais importante é a redução da
demanda de energia no horário de pico; que deixa o sistema de
abastecimento mais seguro”. O parque gerador do país é
concentrado em energia hidrelétrica. O volume de chuva deste ano
garantirá pleno abastecimento, não sendo necessário acionar as
termelétricas. O horário de verão termina no dia 21 de
fevereiro.
Data fixa
A partir deste ano, a medida terá datas fixas para início e
término. Antes, anualmente, era publicado um decreto para
definir o período da mudança. De acordo com decisão anunciada
pelo governo no ano passado, o horário de verão entrará em vigor
sempre à 0h do terceiro domingo de outubro e se estenderá até o
terceiro domingo de fevereiro seguinte. Há, no entanto, uma
ressalva: caso o terceiro domingo de fevereiro seja o de
Carnaval, o encerramento do horário de verão fica para o próximo
domingo.
Horário de verão
O horário de verão é adotado sempre nesta época do ano por causa
do aumento na demanda, resultado do calor e do crescimento da
produção industrial às vésperas do Natal. Nesse período, os dias
têm maior duração por causa da posição da terra em relação ao
sol, e a luminosidade natural pode ser melhor aproveitada.
O horário de verão foi adotado pela primeira vez no Brasil em
1931, com duração de cinco meses. Até 1967 a mudança no horário
ocorreu nove vezes. Desde 1985, no entanto, a medida vem sendo
adotada sem interrupções, com diferenças apenas nos Estados
atingidos e no período de duração.
Curiosidades
Em 1784, quando ainda não existia luz elétrica, o jornalista e
inventor Benjamin Franklin viu que gastava muitas velas quando
trabalhava de noite. Acordar mais cedo passou a ser a sua
solução de economia, e ele chegou a sugerir que as praças
tivessem “barulhos de canhões para fazer os preguiçosos
levantarem mais cedo todos os dias”. Para alívio dos vizinhos, a
idéia de Franklin não foi implementada, mas ela foi o embrião do
que hoje chamamos de horário de verão.
A idéia de ajustar os relógios veio um pouco mais tarde, em
1905, com o construtor William Willett. Ele lutou anos para
conseguir introduzir o horário de verão na Inglaterra, mas
morreu sem ver sua idéia funcionar.
Foi apenas na Primeira Guerra Mundial, em 1914, que o horário de
verão foi introduzido pela primeira vez, na Alemanha.
Rapidamente, outros países também adotaram a técnica, inclusive
os EUA. No pós-guerra, no entanto, os fazendeiros americanos
conseguiram derrubar a medida, que também caiu em vários outros
países.
A economia de energia não é o único benefício da implantação do
horário de verão. Muitos países adotam a medida por conta da
diminuição da criminalidade no horário de saída do trabalho e
também pelo aumento do lazer da população, que pode curtir o fim
de tarde por mais tempo.
|