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Para Temporão, verba da CSS é exclusiva da Saúde
O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, voltou a defender que
o Congresso Nacional aprove a regulamentação da Emenda 29 e a
criação da Contribuição Social para a Saúde (CSS), fundamentais,
segundo ele, para que o Sistema de Saúde (SUS) se planeje e se
estruture para melhorar a assistência prestada à população. O
ministro também descartou a possibilidade de os recursos
provenientes da nova contribuição serem desviados para outras
áreas, como ocorreu com a CPMF.
O ministro disse que a regulamentação da emenda é importante
porque vai definir com clareza o que são ações de Saúde e qual
deve ser o compromisso financeiro da União, dos estados e
municípios com o SUS. “Por causa dessa indefinição, estados e
municípios, em suas prestações de contas, continuam incluindo
saneamento básico, merenda escolar e limpeza urbana como sendo
ações de saúde. Isso faz com que, todos os anos, R$ 5,7 bilhões
deixem de ser aplicados em Saúde”, afirmou o ministro.
Temporão afirmou que, nessa discussão, “devemos dar a devida
importância ao fato de cerca de 140 milhões de pessoas (70% da
população brasileira) dependerem exclusivamente do SUS como o
seu único acesso aos serviços de saúde”. E os demais
brasileiros, acrescentou, “também são cobertos pelo SUS, seja em
campanhas de vacinação, atendimentos de urgência, transplantes,
aquisição de medicamentos de alto custo e até mesmo no consumo
de produtos cuja qualidade é fiscalizada pela Vigilância
Sanitária.”
Recentemente aprovado na Câmara dos Deputados, o projeto de
regulamentação da Emenda 29, que cria a CSS, foi encaminhado
para tramitação no Senado. “Há oito anos estamos aguardando essa
regulamentação no Congresso Nacional. E o SUS está prestes a
completar 20 anos de criação sem dispor ainda de uma fonte
perene de recursos, carimbada, que garanta sua estruturação.
Isto é inconcebível”, concluiu o ministro da Saúde.
(Colaborou Assessoria de Imprensa)
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