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Vereadores aprovam projeto que proíbe pintura de muros
Foi aprovada na última segunda-feira pela Câmara de Vereadores
de Cândido Mota um projeto de lei que proíbe a pintura de muros
no município, como propaganda eleitoral. A medida foi votada
durante sessão ordinária, após receber parecer favorável do
setor jurídico da Câmara, e apoio do Ministério Público.
De acordo com o presidente do legislativo, Robilan Manfio dos
Reis, o projeto citado foi aprovado por unanimidade. Com exceção
de seu voto, que só é utilizado mediante empate, e do vereador
Adão da Silva, que não compareceu por motivos de saúde, os
demais vereadores se manifestaram de acordo com o projeto de lei
nº235/2008. Sua autoria é dos vereadores David Aparecido de
Oliveira, Júlio César Marques Dias e Cincinato A. dos Santos.
“O objetivo deste projeto é evitar a poluição visual na cidade e
a sujeira causada por essa prática, pois ainda é possível
verificar muros com pinturas de até oito anos atrás”,
esclareceram os autores do projeto.
Eles destacam que a cidade que primeiro aprovou projeto
semelhante foi Bauru, sendo alvo de reportagem na TV TEM, e
assim várias outras cidades têm adotado o procedimento,
inclusive existem localidades que proibiram o carro de som,
também por tratar de poluição, porém, sonora.
“A legislação eleitoral, cada vez mais, tem proibido diversos
procedimentos nas campanhas, como: show nos comícios, camisetas,
brindes, churrascos, enfim, qualquer espécie de gratificação aos
eleitores; com a intenção de que o eleitor não seja influenciado
na sua escolha, e que os candidatos que possuem maior poder
econômico, possam através da compra de votos, de forma direta ou
com ‘presentes’, serem beneficiados nas eleições”, disseram os
vereadores, mencionando ainda que o Superior Tribunal Eleitoral
deve lançar campanha na mídia, concitando o eleitor que analise
cada candidato, em todos os ângulos, ou seja, vida moral,
capacidade, exemplo, propostas, enfim, que possa escolher de
forma global, sem qualquer interferência dos citados
‘presentes’.
Com relação ao prejuízo para os pintores, os vereadores declaram
que a eleição acontece a cada quatro anos, portanto não é a
fonte de renda exclusiva de cada um, além do quê, a decisão
firmada teve como base a opinião pública, que em sua maioria foi
favorável à implantação do projeto.
Pintores se manifestam contra decisão
A classe de pintores de Cândido Mota, representada por dois
profissionais, Judirlei Bueno ‘Ticonha’, e Sebastião Neves dos
Santos ‘Caiçara’, procurou ontem a Redação do jornal O Diário
do Vale para se manifestar contra a decisão da Câmara de
Vereadores.
Eles disseram que os representantes do poder legislativo
deveriam incentivar a geração de empregos no município, e não
tirar as oportunidades de trabalho existentes.
“A medida aprovada pelos vereadores só vem nos prejudicar. Eles
deveriam ter nos procurado antes e entrar em um acordo. Agora,
com essa decisão iremos perder muitas oportunidades de serviço.
Muitas pessoas até tinham solicitado nossa pintura, mas
infelizmente não será mais possível”, desabafaram os pintores.
Eles completam dizendo que sempre trabalham nas campanhas
eleitorais, e esta é uma uma forma extra de auxiliar no
orçamento familiar de cada um.
“Esperamos que os vereadores reflitam sobre esta decisão, e
possam revertê-lá. A lei, com certeza, só deve nos trazer
prejuízos”, enfatizaram os dois pintores em nome de seus demais
companheiros de profissão.
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