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TJ determina maior seqüestro de rendas da história em Palmital
Por José Augusto Doná
O presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo, desembargador
Celso Limongi, determinou o seqüestro de R$ 276,8 milhões (R$
276.814.156,07) do governo estadual para pagamento de precatório
relativo a uma questão de posse de terras em Palmital. Este é o
maior seqüestro de rendas públicas já determinado pela Justiça
paulista.
A decisão, da terça-feira da semana passada (dia 9), foi tomada
depois de uma audiência para tentativa de conciliação dos
credores com representantes da Fazenda Pública do Estado, que
terminou sem resultado. O despacho determina o pagamento em dez
parcelas mensais de R$ 27,6 milhões (R$ 27.681.415,60).
O processo tramita no Judiciário estadual há cerca de um século.
O próprio presidente do Tribunal, quando era juiz ainda
iniciante em Palmital, despachou na ação, no início dos anos 70.
O caso remonta ao início do século passado quando fazendeiros da
região ingressaram em juízo com pedido de reintegração de posse.
Quando o primeiro deles teve a decisão judicial que lhe devolveu
a propriedade rural reclamada, no final dos anos 50, a cidade de
Palmital já começava a se desenvolver com inúmeras casas e
edificações sobre o local. O Poder Executivo recorreu ao Órgão
Especial do Tribunal de Justiça com um agravo regimental,
recurso sem efeito suspensivo da ordem de seqüestro.
(Colaborou Assessoria de Imprensa do TJ)
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