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Área deve ser
dessecada antes do plantio
A última chuva registrada na região
do Médio Vale do Paranapanema aconteceu em 24 de julho. Por
conta disso, hoje o solo apresenta um déficit hídrico de 80
milímetros.
Segundo o agrônomo do departamento
técnico da Coopermota, Jose Roberto Massud, neste momento é
preciso que o produtor tenha muita cautela para fazer sua
lavoura. O técnico pondera que para dar início ao plantio é
necessário uma chuva entre 30 e 40 milímetros, o que
possibilitará que as ervas daninhas iniciem o processo de
rebrota. Entretanto, é preciso aguardar aproximadamente três
dias para que as ervas cresçam e seja feita a dessecação. Porém,
a lavoura só deve ser plantada a partir de uma segunda chuva,
com volume de no mínimo 50 a 60 milímetros.
Situação idêntica foi registrada na
região no ano de 2005, ocasião em que o departamento técnico da
cooperativa também solicitou que produtor pensasse em fazer o
procedimento correto, considerando os problemas no controle de
ervas daninhas já vivenciados na região. O agrônomo relembra
ainda que em anos anteriores, a época ideal de plantio também
foi se encerrando sem chuva, forçando o produtor a semear,
quando choveu, sem fazer uma boa dessecação. “Ele apenas matou
as plantas mais velhas, ficando o controle das ervas novas para
os herbicidas pré e pós emergentes”, comenta.
A preocupação do técnico em relação
às ervas é que “fisiologicamente” elas lutam para sobreviverem,
passando a competir com a soja e a retirar do solo os
nutrientes. Isso compromete o potencial produtivo das plantas.
Para minimizar estes problemas,
além de adotar os procedimentos corretos, Massud destaca que o
produtor precisa respeitar as condições climáticas, como
temperatura (entre 22 e 28 ºC), umidade (acima de 60%) e vento
(entre 5 e 10 Km/h).
Outro ponto importante neste
momento, aponta, é observar o ciclo das variedades, visto que há
cultivares de hábitos indeterminados, semi-precoce e precoce. “É
a escolha do cultivar que determina a época do plantio. Por isso
é preciso avaliar a época de plantio para que se possa utilizar
a variedade correta”, comenta o agrônomo.
Outro procedimento que pode trazer
bons resultados é o uso de produtos registrados e recomendados
para promover o enraizamento da planta. Essa ação traz
benefícios futuros, pois em caso de período seco, tendo a raiz
mais longa a planta busca água em uma profundidade maior, bem
como propicia maior volume de solo e absorção de nutrientes.
“Dessa forma a lavoura tende a superar melhor o veranico. Nesse
sentido, acredito que este seja um ótimo ano para investir em
produtos que visam melhorar o sistema radicular da planta”,
destacou Massud.
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