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BB prorroga pagamento de operações de trigo e milho safrinha
Mais uma vez o Banco do Brasil toma a decisão de reconhecer as
perdas ocorridas com a produção de trigo e milho safrinha, e
prorroga o pagamento das operações de custeio dessas duas
culturas. Esta é a segunda vez este ano que o Banco do Brasil
toma essa iniciativa. Na primeira vez, o BB acatou a resolução
do Banco Central mesmo que o governo do Estado de São Paulo não
tenha homologado os decretos municipais de emergência para a
safra de verão.
Dessa vez, o governo estadual reconheceu a situação de
emergência provocada pela frustração da safra de inverno, mas o
Banco Central não emitiu nenhuma ajuda. O pedido de prorrogação
deve ser apresentado ao Banco do Brasil com a assinatura do
mutuário, dos co-obrigados e da assistência técnica, declarando
que considerados os aspectos de produtividade, qualidade, preço
e momento de mercado, a perda da renda na área financiada em
relação à esperada foi superior a 30%.
A decisão do Banco do Brasil foi recebida com satisfação pelo
presidente do Sindicato Rural de Cândido Mota, João Antonio
Ferreira da Motta. “É muito importante para os produtores rurais
perceberem que as medidas governamentais vão chegar até aqui
quando o próprio governo federal sentir o problema. Enquanto as
nossas dívidas continuarem confinadas aqui na região, o governo
vai ignorando os nossos apelos. Mas quando esses problemas batem
lá em cima, aí muda o ponto de vista e isso é bom.”
Para Motta, o produtor que financiou no Banco do Brasil está
mais assegurado do que o outro que contraiu financiamento de uma
instituição privada, pois sendo o BB uma instituição
governamental, está mais suscetível a acatar as medidas do
governo.
Como nada é por acaso, Motta alerta os produtores que plantaram
trigo e que vão pedir a prorrogação do Banco do Brasil: “ O
governo federal mandou um recado para os produtores com essa
prorrogação de custeio. Com relação ao trigo, aqueles que
pedirem a prorrogação de pagamento não terão acesso a
financiamento para a próxima safra. É um contra-senso, um país
que quer ser o celeiro do mundo importa 80% do seu pão de cada
dia”, ironiza Motta. O Sindicato Rural de Cândido Mota se coloca
à disposição dos produtores para mais orientações a respeito
dessa medida do Banco do Brasil.
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