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Transplante de fígado em crianças cresce 150% em SP
Os transplantes de fígado em crianças cresceram 150% no Estado
de São Paulo, após a introdução de novo critério para pacientes
em lista de espera. Balanço da Secretaria de Estado da Saúde
aponta que, de julho de 2006 até hoje foram realizados 77
transplantes de fígado em menores de 12 anos, contra 31 no
período imediatamente anterior (janeiro de 2005 a julho de
2006).
Segundo o levantamento, os transplantes infantis de fígado
atenderam 37,7% do total de crianças inscritas na lista de
espera da Central de Transplantes após a introdução da nova
regra, índice superior ao de cirurgias em adultos, que foi de
30,4% dos inscritos.
Pela regra atual, vigente em todo o Brasil, os pacientes que
precisam de transplante de fígado são encaminhados para cirurgia
conforme a gravidade, e não mais a ordem cronológica, a partir
da notificação de doadores. Para isso utiliza-se um cálculo,
chamado Meld (Model for End-stage Liver Disease), obtido a
partir de exames laboratoriais. O valor do Meld, que varia de 6
a 40, aponta o risco de óbito do paciente caso ele não seja
transplantado.
No caso das crianças, utiliza-se o Peld (Pediatric End-Stage
Liver Disease), cujo resultado é multiplicado por três para
efeito de compatibilização com os valores do Meld. Assim, se um
menor de 12 anos tiver, por exemplo, Peld 13, o valor do Meld
será, na realidade, de 39, considerado grave.
“Outro resultado relevante do novo critério é a probabilidade
maior de transplantes em split, que beneficiam duas pessoas com
um órgão. Como a maioria dos doadores é adulto, o órgão pode ser
dividido para também ser transplantado em uma criança”, afirma o
coordenador da Central de Transplantes da Secretaria, Luiz
Augusto Pereira.
Mais doações
Em 2007 houve 367 doadores de órgãos oriundos do Estado de São
Paulo, 6% a mais do que no ano anterior, que registrou 347
doações. O maior crescimento do número de doadores ocorreu na
região da capital, Grande São Paulo e Baixada Santista, com 247
doadores, contra 228 em 2006. (Colaborou Assessoria de
Imprensa da Secretaria de Estado da Saúde)
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