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Programação ‘FAC e Unesp’ traz musical ‘Sapecado’ a Assis
O PAC - Programa de Atividades Artísticas e Culturais da Unesp,
que participa da preparação da programação da promoção ‘FAC 20
Anos e Unesp 50 anos’ trazem a Assis o musical Sapecado,
divertida história da ‘roceira’ Assunta, do seu cachorro Rex e
de Adauto, o carteiro. Os três viajam pela ‘Estrada de Bromongó’,
rumo ao baile na Vila do Sapecado.
A jornada destes personagens é o fio condutor da trama.
Elementos da cultura popular são levados ao palco, como festas e
lendas do sertão, é uma oportunidade para a garotada da “cidade
grande” conhecer o Brasil Caipira. O palco é a estrada, cenário
de palha e chita onde vacas e sapos namoram ou a Benzedeira e o
Coisa Ruim se desafiam em um repente.
O espetáculo é uma montagem da Banda Mirim, que já apresentou
sucessos como Felizardo e Menino Teresa. O texto e a direção são
de Marcelo Romagnoli, e o musical é estreado por Cláudia Missura,
Edu Mantovani, Rubi e grande elenco. Trata-se de musical caipira
para todas as idades. O ingresso é gratuito e a retirada deve
ser antecipada. Só pode ser retirado um ingresso por pessoa, com
apresentação de RG, a partir deste dia 19, na administração do
teatro ‘Enzo Ticinelli’.
Musical caipira
Por meio de elementos da cultura popular, como as danças, as
festas e as lendas do sertão, o grupo pretende recriar o humor e
a poesia presentes no espírito sertanejo. Com músicas compostas
por Tata Fernandes e Kleber Albuquerque, a peça traz referências
ao estilo caipira de clássicos de viola e manifestações
regionais. O palco recria a Estrada do Bromongó: o público senta
de dois lados, formando um corredor, onde os atores e músicos
encenam a peça. No cenário, elementos como a palha e o pano de
chita dão o tom caipira da história.
‘Sapecado’ foi inspirado nas memórias de uma infância no ‘mar
interior’. Lá a música rodeava tudo. Era dupla que cantava, era
baile na igreja, sanfoneiro pelo caminho, era rádio AM. Lá tinha
história de mata cerrada. Tinha rio, bicho e noite escura. Tinha
estrada de terra, que nem a estrada do Bromongó, onde a alma é
grande e a gente é pouca”, explica Romagnoli.
O palco é a própria estrada da história onde se dá uma estação
musical. Ora são as vacas e os sapos num namoro com fox-trote no
brejo, ora, é o desafio e o repente entre a Benzedeira e o Coisa
Ruim no mato fechado. No cenário, elementos como a palha e o
pano de chita dão o tom caipira da história.
O musical infantil
Desde a sua criação, em 2004, a Banda Mirim pesquisa uma
linguagem de integração entre o teatro e a música. As músicas
compostas por Tata Fernandes e Kléber Albuquerque possuem
referências ao estilo caipira de clássicos de viola e às
manifestações regionais, como a catira ou o reisado. Assim, dão
a proposta de recriar o espírito sertanejo presente na poesia,
no humor, nas danças e nos ritmos do Brasil.
“As músicas foram compostas a partir de uma primeira versão do
texto do Romagnoli em apenas dez dias”, conta Kléber
Albuquerque. Todos os personagens desempenham algum papel
musical com variados instrumentos, como percussão, sopros,
sanfona, viola, baixo, trombone e violão, que entram em cena
para compor a trilha sonora até a Vila do Sapecado. A duração é
de 70 minutos. O musical é recomendado para crianças a partir de
6 anos.
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