Sindicato Rural anuncia ‘prorrogação automática’ no BB

A partir de hoje, as agências do Banco do Brasil realizam a prorrogação automática dos débitos de custeio das safras 2003/04, 2004/05 e 2005/06, independentemente da análise caso-a-caso. A repactuação para o fim do contrato vale para produtores de algodão, arroz, milho, trigo e soja.

Segundo o diretor de Agronegócios do BB, José Carlos Vaz, a medida é o resultado da negociação entre os órgãos regulamentadores da instituição como Ministérios da Agricultura e Fazenda e o Banco Central. “Houve um entendimento comum. É um reconhecimento do governo às dificuldades dos produtores”, destacou.

Desde julho até hoje, o BB financiou R$ 2 bilhões para custeio da safra 2007/08. O montante é 7% superior ao contratado em igual período da safra passada. “No começo, estávamos usando recursos dos depósitos à vista. Em agosto, fomos autorizados a utilizar o dinheiro da poupança equalizada”, explica Vaz.

A expectativa, segundo ele, é que a tomada de crédito acelere no final do mês, quando se encerra o prazo para o pagamento dos débitos agrícolas vincendos deste ano. “Isso sinaliza que vamos atingir os R$ 16 bilhões para custeio como prevê o Plano Safra”, assegurou. Do total da verba liberada até agora, 30% destinaram-se aos agricultores familiares (R$ 611 milhões), resultando num incremento de 11% com relação ao ano safra anterior. A agricultura empresarial contratou 70% do montante.

Ampliação

O presidente do Sindicato Rural de Cândido Mota, João Motta, enfatiza que os produtores rurais esperam que as demais instituições financeiras tomem a mesma medida sensata e acompanhem o Banco do Brasil.  “Embora ainda não resolva o sério problema de endividamento dos produtores rurais deste país, esta medida nos dá um pouco mais de fôlego para continuarmos brigando por um alongamento de 20 anos e redução de juros a níveis da securitização”, disse.

E completou: “Até que os nossos governantes acordem e estabeleçam um seguro de produção e renda a pequenos e médios produtores. Portanto, produtor, procure o sindicato, não temos segundas intenções, apenas uma, defender com unhas e dentes os seus interesses!”.