Fruticultura ganha força na região

No último dia 14, o Sebrae-SP realizou o primeiro Seminário de Fruticultura de Tupã e região, na Cooperativa Agrícola Mista da Alta Paulista, em Tupã. Durante o evento, foi apresentada a proposta de projeto de fruticultura, que vai valorizar o associativismo no campo para aumentar a rentabilidade do setor. Representantes de nove municípios - Lucélia, Tarumã, Maracaí, Iacri, Sagres, Assis, Bastos, Pompéia e Tupã participaram do evento.

“A ideia é trabalhar outras culturas com as demais associações de produtores, já que atualmente atendemos 4% das propriedades nos 40 municípios pertencentes à região do Sebrae-SP em Marília”, conta Adriana Cirillo Montoro, gestora do projeto. Atualmente, o Sebrae-SP atende, em média, 600 propriedades na região de Marília. O projeto também envolverá municípios da região de Presidente Prudente, aumentando ainda mais a abrangência de atuação da proposta.

De acordo com o engenheiro agrônomo, Lourenço Nyssen, da Fundação de Estudos e Pesquisas Agrícolas e Florestais (Fepaf), a região de Tupã possui uma vantagem mercadológica quanto ao escoamento da produção de frutas, por estar localizado próximo a grandes centros urbanos como Marília, Bauru e Ourinhos.

Outro benefício para a prática da fruticultura nesta região é a condição climática favorável para a diversificação das culturas, como exemplo: pêssego, nectarina, ameixa, goiaba, kiwi, caqui, tangerina, atemoia, banana, maçã, lichia, uva, maracujá, amora preta, manga e lima ácida Taiti.

Na última safra, em 12 alqueires de terra, eles colheram 2.300 mil caixas da fruta a um preço médio de R$ 14 por caixa, considerando o custo de produção avaliado em R$ 5,50 por caixa. “O lucro está sendo muito bom e a gente pode aumentar a rentabilidade da nossa produção com o apoio do Sebrae-SP e demais parceiros, explica o produtor.

Na safra de 2008/2009, os produtores colheram 2.511.000 milhões quilos da fruta. No mês de setembro, os 67 associados conquistaram a certificação da fruta concedida pelo Instituto Brasileiro de Frutas (Ibraf), por se adequarem às normas do mercado nacional e também obtiveram o selo Global Gap que permite à produção de Junqueirópolis ser exportada. (Colaborou Assessora de Imprensa)