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Governo pode ampliar recursos para safra e controle de CO2
O governo estuda ampliar em aproximadamente 10% o volume de
recursos destinados ao financiamento da safra agrícola, e
liberar cerca de R$ 1 bilhão para equalização de juros para o
setor no intuito de beneficiar o produtor que colaborar para a
redução de emissão de gases de efeito estufa. A informação foi
divulgada na segunda-feira, dia 16, pelo ministro da
Agricultura, Reinhold Stephanes, após participação na reunião do
CDES (Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social).
O montante voltado para agricultura empresarial em 2009/2010 foi
de R$ 92,5 bilhões, o que significa que o aporte deverá ser
próximo de R$ 10 bilhões. A meta brasileira de redução de
emissões de gases, que será levada ao seminário internacional
sobre mudanças climáticas no próximo mês, será de 36% a 39% até
2020, dos quais o intervalo de 4,9% a 6,1% caberá a agricultura.
“Lógico que isso terá um custo para o governo, mas será pequeno
ante o tamanho da agricultura”, avaliou Stephanes. Ele salientou
que, a fundo perdido, a despesa do governo será apenas com a
redução da taxa de juros, lembrou que os recursos voltados para
o financiamento do setor acaba voltando para o governo com o
pagamento do principal e das taxas.
Para o ministro, o produtor não encontrará problemas em
contribuir para a meta brasileira de redução de emissões porque
todas as ações, como plantio direto, integração lavoura-pecuária
e fixação biológica do nitrogênio, são benéficas para o setor.
“Não há problemas. (A meta) É factível para a agricultura, pois
são itens que são bons para o produtor”, considerou.
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