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Professores discordam da opinião de professora
Após matéria publicada no jornal ‘O Diário do Vale’, no
último dia 13, de autoria da professora e psicóloga Helena
Amarante, solicitando mudanças na rede municipal de ensino,
alguns professores resolveram se manifestar sobre o assunto,
enviando um texto de esclarecimento.
O posicionamento do grupo pode ser conferido abaixo na íntegra:
“Nós, professores efetivos, artigo 13 e OFAS da Rede Municipal
de Cândido Mota, vimos através deste meio de comunicação, dar a
nossa opinião sobre o artigo escrito pela professora e psicóloga
Helena Amarante, publicado no último dia 13 de dezembro.
No que diz respeito às mudanças no Estatuto Municipal de
Educação achamos que sempre são válidas e necessárias, mas cabe
dizer que o mesmo foi elaborado não por uma única pessoa, mas
estudado e discutido por muitos, como: Secretaria da Educação,
Conselho Municipal de Educação, que representa todos os
segmentos da sociedade, professores, diretores e coordenadores e
toda e qualquer mudança deverá ser discutida pelos segmentos
acima.
E mais importante ainda, é fazer saber a todos que há alguns
anos foi realizado um plebiscito, onde todos os professores
tiveram a oportunidade de escolher se queriam que cargos como
Direção e Vice-direção fossem preenchidos através de concurso ou
nomeação, no qual, prevaleceu a vontade da maioria que escolheu
que continuassem sendo cargos em comissão.
Quanto às tomadas de decisões feitas por esses profissionais,
não estão relacionadas ao receio de perderem seus cargos.
Afinal, toda instituição estatutária tem como dever seguir as
leis que a regulamenta, ou seja, seu estatuto. E o seguem não
por medo de represálias, mas sim por serem cidadãos responsáveis
e cumpridores das leis que os amparam.
No artigo, foi citado que muitos professores pensam como ela,
com que nós não concordamos. Nunca nos sentimos coagidas ou sem
liberdade para expor nossas idéias. Sabemos que muitas vezes,
tomadas de decisões mais drásticas são necessárias. Mas sempre
tudo é resolvido com discernimento, diálogo e bom senso.
Como diz a professora “como cidadãos somos livres, com direitos
de ir e vir, pensar e reivindicar” e, graças a Deus isso podemos
fazer dentro de nossa profissão, principalmente em nossa escola.
Desde que esse “pensar, reivindicar...” seja em prol da maioria
e do bem estar da comunidade escolar e não visando o interesse
particular.
A forma como é feita a eleição para Coordenadores já foi
alterada dentro do Estatuto obedecendo a vontade da maioria dos
professores da Rede Municipal de Ensino de nossa cidade. Sabemos
que ambos os coordenadores (Educação Infantil e Ensino
Fundamental) servem a todos os professores da Unidade e
trabalham juntos em prol da qualidade de Ensino.
O processo de reeleição do professor coordenador foi realizado
dentro da legalidade. Pressão e coação não fazem parte da
realidade desta escola. E, se foi eleito é porque representa a
vontade da maioria, portanto essa decisão deve ser respeitada.
Sentimo-nos satisfeitos em nossa profissão e principalmente na
Rede Municipal de Ensino cândido-motense, pois somos
respeitados, ouvidos e, quando possível, atendidos. Trabalhamos
em escolas com materiais disponíveis, transporte, boa
alimentação, temos apoio das famílias de nossos alunos, da
direção, da coordenação, da Secretária da Educação e de nosso
prefeito.
Quanto ao que sentimos no que diz respeito aos nossos superiores
temos só que agradecer a Deus, pois além de atendidos
profissionalmente, somos valorizados como seres humanos,
respeitados, acolhidos e amados”.
* Professores:
Marinez F. Andreotti, Luiz Camilo, Vera Lúcia A. Rampazzo,
Andréa Frazão Dias, Luiza H. Franciscatti, Alessandra C. C.
Andreotti, Mery T. K. Mucke e demais que compartilham com nossas
idéias.
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