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Bispo emérito da diocese de Assis critica propostas polêmicas de
programa do governo federal
Alguns assuntos abordados pelo Programa Nacional de Direitos
Humanos - 3 do governo federal, tem causado grande polêmica,
principalmente com a CNBB- Conferência Nacional dos Bispos do
Brasil, que emitiu nota de repúdio na última sexta-feira,
especialmente no que diz respeito à descriminalização do aborto
e ao casamento entre pessoas do mesmo sexo. A opinião não é
diferente para os responsáveis pela diocese de Assis. Segundo o
bispo emérito Dom Antonio de Souza, no programa existem vários
temas de consenso, porém, outros que devem ser retirados do CNDH
- 3.
“Apesar de ter modificado o texto, alguns elementos sobre os
quais nós nos manifestamos totalmente contrários, devem ser
retirados do programa. Nossa posição é em defesa da vida e da
família e por isso somos contrários à descriminalização do
aborto, assim como também o casamento entre pessoas ao mesmo
sexo, entre outros assuntos”, disse Dom Antonio.
Ele ainda acrescentou que não é contrário a algumas mudanças
apresentadas pelo programa que, com certeza, devem ser
implantadas de imediato, porém assuntos da CNBB, jamais será
favorável à descriminalização do aborto e nem outros pontos
polêmicos que aparecem no programa.
Outro ponto apontado pela CNBB é o impedimento da ostentação de
símbolos religiosos em estabelecimentos públicos da união. Os
bispos classificam essa sugestão do programa como ‘intolerante’.
“Temos o dever de lutar em defesa da vida e dos direitos
humanos, porém para isso nos baseamos na concepção de pessoa
humana que lhe advém da fé e da razão natural. Não podemos de
maneira nenhuma aceitar tais medidas, pois estaríamos caminhando
contrários aos ensinamentos de Deus e por isso repudiamos essa
defesa do governo federal a esses polêmicos pontos. O ser
humano é sagrado desde o momento de sua concepção até o fim
natural, por isso jamais seremos favoráveis à descriminalização
do aborto. Mas os Bispos da CNBB estão aptos a dialogarem com o
presidente para tentar chegar a um consenso”, completou o bispo.
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