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CM comemora ‘Dia de São Sebastião’ com missa
O dia do mártir São Sebastião será comemorado com missa em
Cândido Mota. A celebração hoje, dia 20, na igreja matriz Nossa
Senhora das Dores de Cândido Mota. Aparecido Orlando Maia, um
dos membros da comissão de festejos de São Sebastião convida a
todos para participar da missa.
“Convido aos membros de todas as comunidades para participar da
missa em louvor a São Sebastião e peço ao Senhor que nos dê
sempre ânimo, fé e perseverança para continuar a celebrar a
dignidade deste Mártir”, disse Aparecido Maia.
História
São Sebastião nasceu em Narvonne, França, no final do século
III, e se mudou com seus pais para Milão, onde cresceu e foi
educado. Seguindo o exemplo materno, desde criança São Sebastião
sempre se mostrou forte e piedoso na fé.
Atingindo a idade adulta, alistou-se como militar, nas legiões
do Imperador Diocleciano, que até então ignorava o fato de
Sebastião ser um cristão de coração. A figura imponente, a
prudência e a bravura do jovem militar, tanto agradaram ao
Imperador, que este o nomeou comandante de sua guarda pessoal.
Nessa destacada posição, Sebastião se tornou o grande benfeitor
dos cristãos encarcerados em Roma naquele tempo. Visitava com
frequência as pobres vítimas do ódio pagão, e, com palavras de
dádiva, consolava e animava os candidatos ao martírio aqui na
terra, que receberiam a coroa de glória no céu.
Enquanto o imperador empreendia a expulsão de todos os cristãos
do seu exército, Sebastião foi denunciado por um soldado.
Diocleciano sentiu-se traído, e ficou perplexo ao ouvir do
próprio Sebastião que era cristão. Tentou, em vão, fazer com que
ele renunciasse ao cristianismo, mas Sebastião com firmeza se
defendeu, apresentando os motivos que o animavam a seguir a fé
cristã, e a socorrer os aflitos e perseguidos.
O Imperador, enraivecido ante os sólidos argumentos daquele
cristão autêntico e decidido, deu ordem aos seus soldados para
que o matassem a flechadas. Tal ordem foi imediatamente
cumprida: num descampado, os soldados despiram-no, o amarraram a
um tronco de árvore e atiraram nele uma chuva de flechas. Depois
o abandonaram para que sangrasse até à morte.
À noite, Irene, mulher do mártir Castulo, foi com algumas amigas
ao lugar da execução, para tirar o corpo de Sebastião e dar-lhe
sepultura. Com assombro, comprovaram que o mesmo ainda estava
vivo. Desamarraram-no, e Irene o escondeu em sua casa, cuidando
de suas feridas. Passado um tempo, já restabelecido, São
Sebastião quis continuar seu processo de evangelização e, em vez
de se esconder, com valentia apresentou-se de novo ao imperador,
censurando-o pelas injustiças cometidas contra os cristãos,
acusados de inimigos do Estado.
Diocleciano ignorou os pedidos de Sebastião para que deixasse de
perseguir os cristãos, e ordenou que ele fosse espancado até à
morte, com pauladas e golpes de bolas de chumbo. E, para impedir
que o corpo fosse venerado pelos cristãos, jogaram-no no esgoto
público de Roma.
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