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Zambito diz que saída de Fidel Castro não deve abalar Cuba
Após o anúncio da saída de Fidel Castro à frente da política
cubana, noticiada ontem, o assunto obteve repercussão
internacional. Em Cândido Mota o fato também ocasionou
desdobramentos e foi comentado pelo historiador e presidente do
Sindicato dos Funcionários Municipais José Clóvis Zambito. Ele
disse que a saída de Fidel não deve provocar muitas mudanças
naquele país, tendo em vista que o partido é bem estruturado e
já vinha se preparando para a saída do comunista.
Segue abaixo a íntegra do texto de Zambito com suas
considerações sobre o afastamento oficial de Fidel Castro:
“Fidel Castro - Um mito vivo”:
Fidel Castro é um líder inconteste, talvez seja o único mito
vivo na história da humanidade.
Acredito que a saída de Fidel não deve significar grandes
mudanças na política cubana, pois o poder real em Cuba é
exercido pelo conjunto do partido e pelas inúmeras formas de
organização popular.
A mídia ocidental sempre mistificou um grande poder na figura de
Fidel mas que na realidade há muito tempo ele já vem deixando o
poder gradativamente. O povo cubano com sua sabedoria e elevada
cultura saberá encontrar soluções para essas mudanças que vêm
ocorrendo em Cuba.
Sou um admirador da revolução cubana, que desbancou as regalias
da burguesia dos E.U.A, que fazia de Cuba seu quintal,
transformando essa nação em uma verdadeira orgia da sociedade
capitalista americana.
Acredito também que os cubanos têm maturidade suficiente para
resolver seus problemas sem a ingerência do poderio americano,
que vem tentando dominar o mundo a qualquer preço.
Nunca devemos esquecer das conquistas da sociedade cubana,
principalmente as relacionadas à saúde e educação. Também
devemos reconhecer as dificuldades econômicas e de necessidades
que o país vem enfrentando. Viva a Revolução Cubana, Viva Che,
Viva uma sociedade mais justa e igualitária!!!”. José Clóvis
Zambito.
A renúncia
Em carta publicada ontem no jornal estatal Granma, o líder
cubano Fidel Castro, que permaneceu mais de 46 anos à frente do
poder em Cuba, anunciou que não voltará a ocupar a presidência.
Lutando para manter-se em boa saúde após uma cirurgia no
intestino, Castro estava afastado do poder desde julho de 2006,
quando passou o comando do país ao irmão, Raúl. Na mensagem ao
povo cubano, Fidel prometeu continuar escrevendo artigos,
mantendo o papel de “soldado das idéias” que assumiu nos últimos
meses em Cuba.
Na carta de despedida, Fidel fala ainda das limitações que os
problemas de saúde trouxeram, ressaltando que “trairia sua
consciência assumir uma responsabilidade que requer mobilidade e
entrega total, o que não estou em condições físicas de
oferecer.” E acrescenta: “Falo isso sem drama.”
“A meus caros compatriotas, que me deram a imensa honra de me
eleger, recentemente, como membro do Parlamento (...) comunico
que não desejarei nem aceitarei - repito - não desejarei nem
aceitarei o cargo de Presidente do Conselho de Estado e
Comandante Chefe”, diz a carta.
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