O 2° CooperShow,
promovido pela Coopermota, em seu campo de difusão,
reuniu mais de mil pessoas entre cooperados,
cooperadas e clientes. O evento foi realizado nos
dias 13 e 14 de fevereiro, em Cândido Mota.
De grande importância
para o agronegócio do Médio Vale do Paranapanema, a
cooperativa possibilitou ao produtor inteirar-se de
tecnologias avançadas e novidades com profissionais
e pesquisadores conceituados do setor.
O campo foi dividido em
16 plots, separados em dois circuitos de visitação
obrigatória no período da manhã. À tarde, o público
pôde conhecer os experimentos livremente. As
estações foram percorridas por 16 grupos que
permaneceram em cada estande por 20 minutos. Durante
este tempo cada expositor demonstrou seu portifólio
de tecnologia, bem como esclareceu dúvidas dos
produtores.
O CooperShow apresentou
testes com cultivares de soja, híbridos de milho,
mandioca, cana-de-açúcar, cobertura verde, áreas
demonstrativas de fertilizantes e outros, de
parceiros comerciais e instituições de pesquisa. As
visitas foram acompanhadas pela equipe do
departamento técnico e encarregados da cooperativa,
que abrange vários municípios.
Esses ensaios foram
oportunizados por meio da parceria da Coopermota com
conceituados parceiros, como a Syngenta Agro e Seeds,
Milenia, Balú, Stoller, coberturas vegetais com o
doutor Ademir Calegari, Fundação Meridional,
Coodetec, Bayer, Monsanto/Agroceres, Spraytec,
Roullier Yara (Trevo), e o IAC/Apta em três estações
(cana, mandioca em integração com ovinos, café e
banana).
Uma exposição também
foi montada com a participação de empresas de vários
segmentos: Lubrificantes Shell, D' Paschoal,
Medicamentos Veterinários Ouro Fino, Fertibom,
Unimed, Credimota, IAC, DAEE, Floravale,
Ocesp/Sescoop, Fundação Biomavale, Unimaq (John
Deere), Freire Veículos (Volkswagen e Toyota),
Mercadão dos Tratores (Valtra), New Agro (New
Holland) e Suprema Veículos (Chevrolet).
O presidente da
cooperativa, Oscar Knuppel, agradece a participação
de todos os presentes, que não mediram esforços para
prestigiar o evento. "Com o CooperShow a Coopermota
cumpre mais uma etapa dos seus princípios. Pois a
cooperativa está preocupada em trazer para nós,
produtores, o que há de novidade no mercado, seja
por meio de novas variedades ou tratamentos com
defensivos. Entretanto, o diferencial da cooperativa
não está só em apresentar tecnologias, mas também de
testá-la em nossa área antes do compromisso de
transferi-la aos produtores. Isso possibilita que
analisemos como elas se portam diante de nosso solo,
clima e outros fatores determinantes de produção. A
viabilização do CooperShow é uma soma de esforços
que, mais uma vez, foi um grande sucesso", finalizou
Knuppel.
Mulheres participam
ativamente
Engana-se quem
desconhece o CooperShow e tem a idéia que o evento é
voltado essencialmente ao público masculino. A
maioria dos cooperados no evento são homens,
contudo, mulheres também marcam presença, seja
acompanhando o marido ou de forma ativa na busca de
conhecimentos.
Que o diga as
produtoras rurais Cristiane Correia de Lima e
Lucélia Alves Osório, respectivamente de Campos
Novos Paulista e Ibirarema.
Ambas ‘arregaçaram as
mangas’ e percorreram 16 estandes no Campo de
Difusão da Coopermota, enfrentando o sol forte e
horas de demonstrações feitas por representantes das
empresas parceiras do evento.
Cristiane freqüentou os
dois dias do CooperShow acompanhada do marido Elias
Alípio de Lima. Cada qual ficou num grupo diferente
durante as visitações aos estandes.
Para a produtora rural
de soja, milho e mandioca é imprescindível
participar de eventos ligados à área de atuação da
família, pois isso amplia os conhecimentos no
segmento agrícola.
“Acompanho sempre que
posso e acho que falta às mulheres participarem
mais. Meu marido e eu costumamos aplicar na prática
aquilo que ouvimos em palestras e presenciamos num
acontecimento como esse”.
Lucélia é casada com o
cooperado José Augusto Ermínio e juntos se dedicam
ao cultivo de soja e mandioca. O marido ficou em
Ibirarema cuidando da lavoura e ela quis conhecer as
novidades apresentadas no CooperShow.
“Acho importante que a
mulher do campo fique a par do que acontece na
agricultura. Sou muito participativa e acho que uma
exposição dessas só traz conhecimentos a quem já
acompanha, na prática, a própria cultura e tem a
oportunidade de ver outros produtos”.
Lucélia citou casos de
esposas de agricultores que enviúvam e não sabem o
que fazer com a lavoura. Disse que em Ibirarema já
presenciou isso algumas vezes e que é sofrido
desconhecer o negócio que oferece a sustentação
familiar.
A agricultora citou que
existe preconceito com relação a eventos onde há
predominância de homens, o que considera ignorância.
“Muitas mulheres não
vão a eventos agrícolas porque acham que só haverá
homens, isso as intimida. O mesmo acontece com o
marido, que não quer levar sua mulher porque não a
quer no meio de tantos homens”.
Para a produtora rural
falta união entre as mulheres dos agricultores e
mais participação delas na profissão do marido.
“Eu não perco a oportunidade de aprender. Sou
participante ativa e não o que chamam de office boy
do produtor. Não é um preconceito que vai me afastar
das novas tecnologias no mercado agrícola”, expôs.
(Colaborou Assessoria de Imprensa da Coopermota)