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CM resgata tradição em feriado de Corpus Christi
O município de Cândido Mota resgata nesta quinta-feira a
tradição de decorar as ruas em comemoração ao Dia de Corpus
Christ. A preparação das vias tem início às 8h, sendo que cada
trecho ficou sob responsabilidade das comunidades, escolas,
movimentos e pastorais da Paróquia.
Segundo os organizadores da programação, toda população está
convidada a auxiliar na decoração, que deve ser focada em
tapetes confecionados com flores, serragem, grãos, entre outros.
Posteriormente, às 17h está prevista a procissão solene saindo
da igreja das Irmãs de São Caetano (Asilo), até a igreja Matriz,
local onde haverá a missa campal. O itinerário da procissão
prevê o seguinte roteiro: os fiéis devem seguir pela Ângelo
Pípolo até a esquina da rua Carmo Chadi. Na seqüência passam em
frente da Rádio Mensagem, e se deslocam pela rua Fadlo Jabur até
as escadarias da Matriz.
No decorrer da caminhada haverá três bênçãos com o Santíssimo
Sacramento. A primeira na esquina da escola José dos Santos
Almeida ‘Grupinho’. A segunda na esquina da empresa de energia
elétrica (EEVP). E a terceira nas escadarias da igreja Matriz.
Nos distritos de Frutal do Campo e Nova Alexandria, também está
prevista celebração a partir das 9h, em cada localidade.
História
A Igreja comemora na quinta feira da segunda semana depois do
Pentecostes, a festa de “Corpus Christi”. Esta festa litúrgica
da Igreja católica tem uma característica de exteriodade, como
levar o Santíssimo Sacramento pelas ruas enfeitadas da cidade.
Esta tradição começou há muito tempo. Uma freira da ordem de
Santo Agostinho em 1246, Juliana de Liège, teria tido uma visão
que se manifestou assim: havia um círculo vasado que ela via no
meio da lua. Ela interpretou que isto era um sinal de que estava
faltando uma festa na Igreja que cultuasse, de maneira visível,
a hóstia consagrada. Solicitou, ajudada por amigos, ao Bispo de
Liège, diocese à qual pertencia, que instituísse esta festa. O
Bispo Roberto de Liège decretou esta festa para sua diocese em
1264.
O Papa Urbano IV que era originário do clero de Liège, França,
prescreveu esta comemoração para toda a Igreja. Mas o costume de
se sair em procissão com o Santísimo teve início em Colônia, na
Alemanha, entre 1274 e 1279. Como na Europa neste tempo é
primavera, já havia o costume de se fazer procissões que se
chamavam “rogacionais” pelo meio dos campos, para pedir uma boa
colheita. Esta idéia passou também para esta festa eucarística.
Criou-se uma liturgia externa pomposa, onde se programavam
muitas manifestações religiosas populares. Faziam-se
representações, principalmente evocando as quatro estações do
ano ou os quatro pontos cardeais, lendo em cada parada o início
dos quatro evangelhos. Isto para significar que Cristo é o
Salvador de todos, ao mesmo tempo que se rezava para que
houvesse abundância de alimentos para todos e paz para o mundo.
Contudo esta festa tornou-se mesmo universal a partir do
Concíclio de Viena no qual o Papa Clemente V pediu pessoalmente
a todos os bispos presentes que instituíssem esta solenidade em
suas dioceses.
Em todo o canto do mundo se celebra esta festa no âmbito da
igreja católica. Os católicos interpretam literalmente as
palavras de Jeus Cristo na última ceia: “isto é meu Corpo, tomai
e comei”, “isto é meu sangue, tomai e bebei”. Na hóstia e no
sangue consagrados na missa, estão o corpo, o sangue, a alma e a
divindade de Cristo ressuscitado, segundo a fé católica. Os
enfeites de rua ficam para a criatividade do povo onde se
manifestam o gosto popular e o imaginário religioso. Em muitas
cidades as coisas são feitas com tal magnitude que a procissão
de Corpus Christi, já foi inscrita no roteiro turístico do
Estado. Mas o principal de tudo é a manifestação sincera da fé e
do carinho que o povo dedica ao Senhor Sacramentado.
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