Laudo desmente suspeita de cocaína e suspeitos serão libertados

Após o anúncio da apreensão de três grandes sacos contendo um pó branco que acreditava-se ser cocaína, conforme exame pericial feito no Instituto de Criminalística assisense, o caso que vinha sendo considerado como a maior apreensão da história de Assis teve uma reviravolta no final da tarde de terça-feira. Por volta das 18h, o titular da Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (DISE), delegado Nivaldo Parrilha, foi informado via fax que a substância não era o que se pensava.

O produto tinha sido apreendido na tarde de segunda-feira, em uma estrada vicinal paralela à rodovia Raposo Tavares, na zona rural de Assis, onde três homens foram encontrados em dois carros parados. Nos veículos, além do pó branco que os suspeitos alegaram ser veneno para rato, havia também brinquedos e equipamentos eletrônicos contrabandeados.

A princípio, o trio foi detido em flagrante e indiciado por contrabando ou descaminho e teve a prisão decretada por conta do tráfico de entorpecentes. Após a detenção, foi feito um novo exame, no Núcleo da Polícia Técnico Científica de Marília para a apresentação de um laudo mais específico do que o feito em Assis, o qual havia indicado que o pó seria “cocaína ou derivados de cocaína”. Porém, o resultado foi negativo.

Com isso, o delegado solicitou a soltura dos três acusados, já que o delito de descaminho ou contrabando pode ser respondido em liberdade. Não foi informado pela polícia o que é a substância apreendida.