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Mercado de commodities se mantém
estável
No último dia 11, o Departamento de
Agricultura dos Estados Unidos - Usda - divulgou relatório
mensal de estoques e produção da safra, confirmando uma grande
quebra na produção de soja da Argentina. Os números iniciais
indicavam 49 milhões de toneladas, porém foram divulgados 34
milhões de toneladas e estoques abaixo do mês anterior.
Segundo o analista de
comercialização da Coopermota, Jose Ignácio Dias, isso vem dando
sustentação aos preços da commodities. “Em nossa região a
produção teve quebra acentuada em relação à safra anterior. E o
mercado, há dois anos, tem apresentado preços altos para soja,
seguido de uma grande queda. O produtor, percebendo esta
oscilação, este ano comercializou a oleaginosa mais rápido”,
comentou o analista.
Em sua avaliação, completa Dias,
isto vai provocar escassez do produto no segundo semestre,
devendo os preços descolar do mercado internacional. Atualmente
o valor tem se mantido em aproximadamente R$ 49 o saco.
Já o milho teve suas vendas
retraídas, mantendo o mercado de certa forma estável. Isso
ocorreu, destaca o especialista, pelas dificuldades enfrentadas
com as lavouras sofrendo as consequências da estiagem e pelo
agricultor que tem produto estocado não comercializá-lo por
conta das noticias de quebra de safra.
“O setor consumidor tem passado por
dificuldades, até mesmo com os grandes negociantes parando suas
atividades em decorrência de prejuízos e da falta de crédito.
Dessa forma, o consumo tem sido retraído, concentrando-se em um
número menor de compradores”, comentou.
O cenário do trigo mostra uma
quebra acentuada na safra argentina. O país é grande fornecedor
do grão ao Brasil, que deverá agora buscar novas alternativas já
que produz em torno de 4 milhões de toneladas do cereal e
consome 10 milhões de toneladas. Vislumbrando isto, o governo
brasileiro fixou para safra 2009 preço mínimo de R$ 33,30 o
saco. (Colaborou Assessoria de Comunicação)
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