Conciliação entre bancários da CEF e diretoria acontece hoje

Em assembleia realizada na noite dessa segunda-feira na sede regional do Sindicato dos Empregados de Estabelecimentos Bancários de Assis, os bancários da Caixa Econômica Federal decidiram manter a greve por tempo indeterminado até que a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) apresente uma proposta para a categoria.

A greve, que já dura 27 dias e até o momento, segundo a presidente do Sindicato, Madalena Nizoli, a categoria não recebeu nenhuma proposta.

“A negociação depende de um conjunto de cláusulas e por enquanto eles ainda não receberam nenhuma proposta, por isso decidiram continuar a greve por tempo indeterminado”, disse ela.

Madalena disse que hoje às 9h haverá uma conciliação em Brasília entre os representantes dos funcionários e a direção da Caixa.

“Hoje eles estarão reunidos nessa conciliação e à noite será realizada uma nova assembleia no sindicato para definir o fim da greve ou não”, completou ela.

Segundo Madalena, somente na base do sindicato, cerca de 70 bancários continuam paralisados.

“Em nossa base estávamos com quatro agências paralisadas, porém na tarde dessa segunda-feira o banco de Palmital abriu e agora são somente três, em Assis, Cândido Mota e Paraguaçu Paulista”, acrescentou Madalena.

Ele ressaltou ainda que apesar das assembleias serem realizadas na sede do sindicato, a opção de continuar ou não a greve é feita pelos funcionários, os sindicalistas apenas os orientam.

O TST indeferiu, nesta sexta-feira (16), uma liminar da Caixa Econômica Federal que solicitava a declaração de abusividade da greve.

 O tribunal justificou a decisão informando que, nos processos de dissídio coletivo, a primeira etapa é sempre a tentativa de conciliação. 

A última reunião entre os negociadores do banco e dos trabalhadores aconteceu em 13 de outubro. Na ocasião, a Caixa apresentou uma

proposta que trouxe modificações apenas em relação à Participação nos Lucros e Resultados (PLR), mas os trabalhadores exigem avanços na igualdade de direitos, no Plano de Cargos Comissionados (PCC) e no aumento do número de novas contratações.