Menina diz que planejou matar amiga de 6 anos

O caso de uma criança de 6 anos que foi morta por uma  menina de 11 anos, a facadas, no último dia 14 em Assis  deu uma grande reviravolta. Segundo informações do delegado assistente da Delegacia de Investigações Gerais, Ivan Ramos, o doutor James Euzébio Júnior foi até o local onde se encontrava a menina acompanhado de um conselheiro tutelar e de demais profissionais para ouvir o novo depoimento da mesma. Na ocasião ela  confessou que o crime não foi um acidente, como falou antes, mas sim que planejava matar a  menina com um facão e jogá-la em um bueiro por ciúmes e porque ficava irritada com as vezes em que era xingada.

Após matar a amiga com duas facadas, uma na altura do peito com maior profundidade e outra no umbigo, ela fugiu do local, porém duas testemunhas que ouviram os pedidos de socorro da criança foram até o muro e viram a vítima caída no chão enquanto a mesma fugia do local, correndo. As testemunhas informaram isso à polícia, que foi até à casa da tia da garota com quem ela morava e conduziram- na até a DIG, onde foi ouvida pelo delegado assistente Ivan Ramos.

 Em depoimento, ela alegou que teria dado uma facada no umbigo da amiga após a mesma se machucar sozinha com a faca e que por medo, ela acabou desferindo mais um golpe e em seguida fugiu do local. Na ocasião ela disse que a faca pertencia à sua tia e que ela estava utilizando para tirar os cabos das acerolas que comiam juntas no terreno baldio no Jardim Três Américas onde ocorreu o crime.

Na ocasião, o delegado descartou a hipótese de haver mais pessoas no local, tendo em vista que as testemunhas disseram que no momento do fato não havia mais ninguém no local, além das duas que costumavam brincar juntas.

A polícia ainda aguarda o laudo para concluir as investigações. O delegado pediu um laudo para confrontar o sangue encontrado na bermuda da agressora com o da vítima.

Por não ter ainda 12 anos e ser uma criança, o caso foi encaminhado ao Juizado da Vara da Infância e Juventude, que acompanha o caso.