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D. Maurício deixa Diocese de Assis para assumir cargo em
Botucatu
O bispo da Diocese de Assis, D. Maurício Grotto de Camargo, de
51 anos, foi nomeado pelo papa Bento XVI para assumir o cargo de
arcebispo de Botucatu. A medida oficializou-se na última
quarta-feira às 12h em Roma, e o religioso irá suceder o atual
arcebispo Dom Aloysio Leal Penna, de 75 anos, que renunciou suas
atividades.
Dom Maurício reside em Assis desde o ano 2000, quando foi
nomeado bispo coadjutor. Na época da indicação ele era
subsecretário de pastoral da CNBB (Conferência Nacional dos
Bispos do Brasil). Já no ano de 2004 assumiu o cargo de bispo da
Diocese, e atualmente é membro da Comissão Episcopal Pastoral
para o Serviço da Caridade, da Justiça e da Paz da CNBB, e
responsável pelo Setor Pastorais da Mobilidade Humana.
Com relação à posse em Botucatu deve ser realizada no período de
até dois meses, conforme determinação do Código de Direito
Canônico.
O sucessor de Dom Maurício, segundo as informações divulgadas,
pode ser nomeado mediante duas possibilidades: integrantes do
Colégio de Consultores da Diocese se reúnem e elegem um padre
administrador diocesano até a nomeação do bispo, ou não escolhe
e a Santa Sé nomeia um bispo de diocese vizinha para ser
administrador apostólico, enquanto não é nomeado o bispo
titular.
A probabilidade maior, conforme foi divulgado, é de que seja
escolhido um administrador diocesano.
Escolha
O processo que culminou com a nomeação de D. Maurício para
assumir a arquidiocese de Botucatu foi bem criterioso.
Primeiramente, os bispos da província eclesiástica indicam os
candidatos. Uma lista com estes nomes é encaminhada para o
Núncio Apostólico em Brasília, que posteriormente analisa cada
candidato.
Terminada a seleção, ele emite um parecer e envia toda a
documentação para Roma, na Itália. No Vaticano, é feita uma nova
análise rigorosa, repassada ao papa Bento XVI, que fica
responsável pela escolha do arcebispo.
A diferença entre o trabalho do bispo e do arcebispo, é que o
segundo tem a missão de zelar pela comunhão dos bispos que
compõem a província eclesiástica.
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