Chuvas frequentes favorecem boa parte das lavouras de soja

As chuvas que caíram sobre a região nas primeiras semanas de janeiro contribuíram para dar um pouco de ânimo a alguns agricultores que têm cultivado soja no Vale Paranapanema. É o caso de Alfredo Rodrigues da Silva Filho, que tem propriedade na Água do Macuco, onde foi apurado o volume de 250 mm de chuvas nos primeiros 20 dias do ano.

Segundo ele, é uma média considerada alta para o período, mas que favorece parcialmente o produtor de soja. “A produção do milho já foi prejudicada e não tem recuperação. Mas a soja que foi plantada mais recentemente dá para recuperar com essas chuvas. Desde que não ocorra nova estiagem nos próximos 60 dias, a expectativa é de uma boa produção”, analisou, sem mencionar uma estimativa de sacas por hectare a serem colhidas. “Isso vai depender do clima nos próximos dias”, justificou.

O agricultor avalia que as sementes plantadas há cerca de 80 dias tiveram 50 dias de sol intenso e, por isso, devem ser afetadas. Já as plantações mais novas, que devem ser colhidas em cerca de dois meses, estão sendo beneficiadas pelo período chuvoso, até o momento. “É preciso também um volume equilibrado de chuvas, sem exageros. O importante é não faltar”, concluiu.

Nesta quarta-feira, o agricultor Alfredo Rodrigues esteve na empresa Vale Rural, para consultar preços de insumos já pensando nas próximas produções. O gerente da loja confirmou que foi observado um ânimo maior dos agricultores, mas que ainda não houve um aumento significativo na comercialização de sementes, por exemplo. “Há mais especulação do que concretização de vendas. As definições são mínimas”, explicou.