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Alunos de Direito da Fema participam de palestras sobre Abolição
da Escravatura
Nesta terça-feira, a coordenadoria do curso de Direito ofereceu
aos alunos duas palestras em alusão ao Dia da Abolição da
Escravatura, comemorado no último dia 13. O objetivo foi
desenvolver a consciência dos alunos sobre a data e os aspectos
legais regulamentados pela Constituição Federal.
Segundo o coordenador do curso de Direito da Fema, Gerson José
Beneli, discutir este tema, ajuda os alunos a desenvolverem
habilidades e competências sobre como se comportar diante da
nova legislação que trata do racismo e suas consequências
perante o Direito. “Aproveitamos todos os temas atuais e em
pauta na mídia para trazermos aos alunos, discussões relevantes
à profissão e ao dia a dia de cada um”, avalia o coordenador.
A primeira palestra foi realizada pelo professor mestre Sérgio
Augusto Frederico, que abordou ‘As considerações gerais sobre o
crime de racismo’, começando pela história dos negros no Brasil,
a abolição da escravatura e suas consequências para a sociedade.
O foco de sua palestra foi fazer uma reflexão global sobre o
tema.
De acordo com o professor, não houve política para a integração
dos negros na sociedade. ‘A história nos mostra que depois da
abolição da escravatura, pouco foi feito para que os negros
ocupassem seu espaço na sociedade, a lei do racismo (7.716/89)
foi uma conquista de dignidade do negro e todas as minorias
discriminadas, seja pela cor, religião, etnia, entre outros’,
relata o professor.
O delegado de polícia Sidnei Antonio Carli, foi o segundo
palestrante da noite e falou sobre os ‘Aspectos práticos do
crime de racismo’. Para o delegado a lei é implacável, porém as
autoridades ainda não tem como combater estes crimes, ‘a lei
contra o racismo ainda é pouco conhecida, por isso as vezes as
pessoas não denunciam agressões que sofreram ou quando denunciam
é difícil chegar a uma condenação’, ressalta.
A presidente do Instituto Zimbauê, Mônica da Silva, também
participou das atividades ressaltando que o dia da Abolição não
é motivo para comemoração entre os negros e sim de reflexão
sobre a causa negra. A ativista também apresentou aos alunos e
convidados um abaixo assinado propondo a criação do feriado da
Consciência Negra no dia 20 de novembro, dia da morte de Zumbi
dos Palmares, guerrilheiro negro brasileiro nascido em um dos
mocambos do quilombo de Palmares. (Colaborou Assessoria de
Comunicação)
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