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Casal foge após suposta tentativa de clonar cartões em banco de
CM
A PM foi acionada a comparecer às 7h40 de sábado na agência do
Banco Nossa Caixa de Cândido Mota após dois clientes
desconfiarem de um casal que estava próximo aos caixas
eletrônicos e verificarem que as máquinas apresentavam
problemas. Os suspeitos fugiram rapidamente com a entrada dos
correntistas e eles foram apontados como causadores dos defeitos
eletrônicos que impediam a saída das cédulas, podendo ter
implantado algum mecanismo para a clonagem de cartões ou senhas
dos clientes.
Uma das testemunhas declarou em boletim de ocorrência que é
morador de São Paulo e disse ter ido à agência para fazer um
saque, mas, segundo ele, a máquina apenas fez o barulho da
contagem, sem liberar o dinheiro. Além dele, um mecânico de
Cândido Mota entrou na agência e descreveu que, ao chegar, o
casal saiu rapidamente e que havia também um outro indivíduo
suspeito, que falava constantemente ao celular.
Aos policiais militares que compareceram no local, os dois
clientes confirmaram que estranharam a conduta do homem e da
mulher que saíram do local e fugiram em um carro. Somente foi
detido o homem que falava ao telefone, o motorista L.P.S., de 42
anos, morador de Uberaba-MG.
A versão apresentada por ele é de que havia se relacionado pela
internet com uma mulher e que se dirigiu até Cândido Mota para
encontrá-la. Ele foi levado à delegacia, onde foi ouvido por uma
escrivã, permanecendo detido até pouco depois das 11h.
O mineiro teve os dados registrados pelos militares e pela
Polícia Civil. Em pesquisa aos antecedentes criminais no Estado
de São Paulo, nada havia em seu nome. No entanto, em contato com
a Polícia Federal, houve a confirmação de que ele tinha
passagens por furto qualificado e formação de quadrilha.
A falta de uma evidência do envolvimento do suspeito com o casal
e da comprovação da suposta violação dos caixas eletrônicos -
como, por exemplo, a filmagem dos averiguados no interior da
agência - fez com que L.P.S. fosse liberado por falta de provas
após a lavratura de um boletim de ocorrência de “averiguação”.
Proteção aos clientes
Por medida de precaução, o gerente e um caixa da agência
bancária decidiram desligar os três caixas eletrônicos e deixar
avisos por escrito na porta e nos monitores das máquinas. Os
clientes também receberam orientações para se dirigirem aos
estabelecimentos que prestam serviços como correspondentes
bancários ou à agência do Banco do Brasil, dependendo da
transação financeira a ser feita.
Nesta segunda-feira, técnicos do banco fariam uma vistoria nos
caixas eletrônicos para verificarem o motivo do problema ou a
eventual instalação de equipamentos para bloquear a saída das
cédulas, feita por parte de criminosos. Tal incidente foi
registrado neste final de semana em uma agência do Banco
Santander da região de Itapetininga, mas o esquema ilegal foi
descoberto pela polícia. Neste caso, um notebook acoplado de
forma camuflada sob o caixa registrava a senha e dados dos
clientes.
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