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Deputados se mobilizam para manter
isenção do Funrural
Depois da definição pelo CMN
(Conselho Monetário Nacional) das regras para a concessão de
linha de crédito de R$ 10 bilhões para capital de giro das
agroindústrias, na semana passada, as discussões em torno da
manutenção de uma emenda incluída na MP (Medida Provisória) 447
estão no foco das negociações do Ministério da Agricultura e da
bancada ruralistas com a área econômica do governo.
A emenda reestabelece a isenção da
cobrança de contribuição social para o Funrural (Fundo de Apoio
ao Trabalhador Rural) para produtos destinados ao plantio ou
reflorestamento, de sementes e animais para reprodução ou
criação pecuária e sua utilização como cobaias em pesquisas. A
isenção havia sido revogada pela Lei 11.718, de junho do ano
passado, e esses produtos passaram a pagar 2% a título de
contribuição social para o INSS e 0,1% para financiar o
auxílio-acidente. Os produtores rurais estavam livres do
pagamento desse imposto desde 1992.
Durante a tramitação da MP no
Congresso, os parlamentares da bancada ruralista incluíram a
emenda que prevê o reestabelecimento da isenção no texto da 447.
Depois de concluída a votação, os ruralistas se mobilizam para
que a emenda não seja vetada pela Presidência da República.
Enviada para o Palácio do Planalto no dia 7 de abril, a MP tem
de ser sancionada até dia 29.
O deputado Luis Carlos Heinze (PP-RS), que tem negociado a
manutenção da emenda, disse que o ministro das Relações
Institucionais, José Múcio, se manifestou favorável à manutenção
do texto aprovado pelo Congresso. Uma decisão final caberá, no
entanto, à área econômica do governo. No Ministério da
Agricultura, técnicos acreditam que o governo não vetará a
emenda, como forma de garantir mais recursos para o setor
agrícola.
A MP amplia em até dez dias os prazos de recolhimento de
diversos tributos federais. O objetivo é deixar por mais tempo
nos caixas das empresas o dinheiro reservado para o pagamento
desses tributos.
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