Sindicalista critica decisão da Câmara dos Deputados

O presidente do Sindicato dos Empregados no Comércio de Assis e Região, Antônio Orides Rizzo, criticou veementemente a proposta que garante às centrais sindicais a participação no imposto sindical. Trata-se de contribuição referente a uma diária por um ano de trabalho de todo trabalhador com registro em carteira, descontado em folha de pagamento no mês de março de cada ano e recolhida ao Governo Federal. Ele distribui parceladamente aos sindicatos de cada categoria em todo o país.

“Somos contrários ao pretenso desejo da oposição ao governo do presidente Lula da Silva, pois quer que o trabalhador se manifeste pessoalmente com a contribuição. A emenda poderá dificultar a cobrança de imposto a partir de agora. É latente, se aprovado o projeto monstrengo da Câmara dos Deputados, vai ser um atraso. Os trabalhadores somente recebem aumentos salariais quando o sindicato da categoria formaliza e assina acordo com os empregadores para estabelecimento de novos pisos salariais”, frisou Risso.

Para ele, o projeto deveria apresentar melhorias para o trabalhador ao se aposentar. “Sobre isso, o documento nada trata ou sequer traz melhorias”, criticou, dizendo ainda que a ‘oposição e grande parte dos deputados federais do PT são favoráveis à extinção da contribuição sindical e querem sobretudo, derrubar a unicidade de representação sindical em uma base territorial’.

“Caindo a contribuição sindical, os deputados e senadores poderão programar o enterro do sindicalismo brasileiro. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso fez o mesmo, ao trabalhador pela aprovação no Congresso Nacional, do fim de líderes sindicais que participavam da Justiça Trabalhista como juízes classistas com direitos de defender os trabalhadores que recorriam à legislação para garantir seus direitos. Ele extinguiu a representação classista. O mesmo querem fazer hoje, só que com o sindicalismo”, completou Rizzo.